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2014: ano de cautela na economia

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Publicado em 19/05/2014

Rossano Oltramari, da XP Investimentos, analisou panorama econômico brasileiro na reunião-almoço da CIC - Foto: Julio Soares/Objetiva
Rossano Oltramari, da XP Investimentos, analisou panorama econômico brasileiro na reunião-almoço da CIC - Foto: Julio Soares/Objetiva

Apesar de os indicadores mostrarem um futuro desafiador para a economia brasileira em 2014, o sócio e fundador da XP Investimentos Rossano Oltramari aposta num ano de cautela, mas não de pessimismo. Oltramari foi o convidado da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) para palestrar na reunião-almoço desta segunda-feira (19) e falou sobre o ambiente macroeconômico, tendências para a economia brasileira e o rumo do dólar.

Com um cenário de menos crescimento e mais inflação, num ano em que as eleições mantêm a incerteza em alta; o País enfrenta riscos internos como o racionamento, o aperto monetário e os baixos índices de confiança na equipe econômica do governo Dilma. Para Oltramari, a economia brasileira não irá crescer mais do que 1,5% neste ano. "Os sinais que são divulgados mostram que a economia perdeu ritmo e velocidade até mesmo nos setores mais robustos, que vinham sustentando o nosso desempenho, como o varejo, e que agora começam a fraquejar", afirmou.

Segundo ele, o Brasil está crescendo menos, na comparação com países emergentes e com o restante do mundo, que apresentam altas do PIB entre 3% e 7%, por causa de vários fatores. O primeiro motivo está no descompasso entre a produção industrial, com nítida tendência de desindustrialização, e os níveis de consumo, que recebeu estímulos excessivos. "Houve restrição de oferta, não de demanda", acrescentou o palestrante. Soma-se a isso o fato de o Brasil ter se tornado um país caro, com salários crescendo acima dos ganhos de produtividade entre 2006 e 2014.

Pesam ainda para este cenário, de acordo com Oltramari, o aumento modesto do investimento por conta das concessões de infraestrutura, o efeito mínimo da depreciação cambial sobre exportações e o efeito defasado e incerto sobre importações, o baixo crescimento do comércio mundial, ficando o Brasil muito isolado das cadeias globais de valor, e os feriados da Copa do Mundo, que podem atrapalhar a economia.

O palestrante comentou também a expectativa de fechar 2014 com inflação a 6,5%. Conforme frisou, apesar da tentativa de reação do governo, o mercado acredita que são necessárias respostas mais pró-ativas para manter o controle dos preços, o que não está acontecendo. Ele também projeta o dólar a R$2,50 em 2014.

A falta de credibilidade dos investidores na equipe econômica e as eleições também mereceram a análise de Oltramari. Ao afirmar que haverá segundo turno, ele apresentou dados de pesquisas sobre o desempenho do governo Dilma mostrando que, para 63% dos entrevistados, o atual governo não entregou o que prometeu, e que 72% desejam mudanças. "Carecemos de gestão pública eficiente e de qualidade", opinou.

PGQP - A reunião-almoço desta segunda-feira marcou o início das comemorações dos 20 anos do Comitê Regional Serra Gaúcha do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP). A vice-presidente de Comércio da CIC, Analice Carrer, descreveu as principais ações do Comitê nestes 20 anos e fez o lançamento do selo alusivo ao aniversário.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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