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PPPs são solução para atraso brasileiro em infraestrutura, diz sócio da KPMG
Publicado em 14/04/2014
O modelo de Parceria-Público Privada (PPP) pode dinamizar os investimentos em infraestrutura e acelerar a implementação de serviços públicos, beneficiando, assim, as populações das cidades brasileiras. A opinião é do sócio e líder de Governo e Infraestrutura da KPMG, Maurício Endo, que palestrou na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta segunda-feira (14). A KPMG é uma rede global de firmas independentes que prestam serviços de consultoria, com forte presença no Brasil. O evento sediou a primeira edição itinerante pelo interior gaúcho do tradicional Tá na Mesa, que há 21 anos é realizado no Palácio do Comércio, em Porto Alegre, pela Federasul.
Endo destacou que o Brasil tem investido apenas cerca de 2% do PIB em infraestrutura, ficando bastante atrás de outros países, que chegam a investir até 10%. "O Brasil ocupa a 114ª posição de 144 países", observou. Segundo ele, com uma qualidade de infraestrutura abaixo da média mundial, seria necessário o País investir, no mínimo, 4% para garantir um patamar desejável de desenvolvimento.
Em pouco mais de oito anos, o Brasil soma 49 projetos de PPPs, totalizando R$ 34 bilhões de investimentos em setores como saneamento, transportes, estádios da Copa, saúde e presídios. Com 17 projetos, São Paulo é o estado com o maior número de PPPs contratadas, seguido de Minas Gerais, com sete, Rio de Janeiro, com seis, e Bahia, com cinco. Nesta lista ainda aparecem Pernambuco, Espírito Santo, Alagoas, Amazonas, Ceará e Distrito Federal. O Rio Grande do Sul não aparece entre as unidades da Federação mais ativas em número de PPPs contratadas.
Atualmente, existem cerca de 100 projetos de PPPs em andamento ou sendo estruturados no Brasil, o chamado Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). O Rio Grande do Sul aparece na relação com cinco projetos, entre os quais se destaca o metrô de Porto Alegre. De acordo com Endo, os estados de Pernambuco, São Paulo e Minas Gerais são os que mais têm adotado o modelo de PPP em suas concessões.
Para o consultor, os municípios gaúchos, em especial Caxias do Sul, por sua economia pujante e vocação industrial, podem avançar muito na agenda das PPPs, abrindo oportunidades de atração de novos investidores e aumentando as condições de competitividade das empresas já instaladas.
Para o presidente da CIC, Carlos Heinen, o que se espera é que essas parcerias entre governos e iniciativa privada possam melhorar a realidade das cidades, proporcionando maior qualidade de vida. Heinen salientou que quem investir deve ter segurança jurídica, evitando assim a interferência dos governos.
Já o presidente da Federasul, Ricardo Russowsky, afirmou que as PPPs são uma saída para os problemas de infraestrutura do Rio Grande do Sul. E lembrou que este é um ano eleitoral, oportuno para exigir dos futuros governantes um plano completo para recuperar o atraso gaúcho nesta área.
Medalha da CIC - Ao final do evento, Carlos Heinen entregou a Ricardo Russowsky a Medalha da CIC, como forma de agradecer a deferência da Federasul em escolher a entidade caxiense para sediar o primeiro Tá na Mesa no interior do estado.
Feriado - Em função do feriado de 21 de abril, não haverá reunião-almoço na CIC na semana que vem. O próximo evento ocorre no dia 28 de abril.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC