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Desempenho da economia será decisivo na disputa eleitoral, diz Cristiana Lôbo
Publicado em 04/11/2013
Comentarista de política da Globonews, a jornalista Cristiana Lôbo acredita que, apesar da vantagem de Dilma Rousseff, a corrida para a eleição em 2014 ainda está em aberto. A fadiga com a polarização entre PT e PSDB e o envelhecimento dos partidos são algumas das razões que podem abrir espaço para a nova geração de políticos que entrou na fila, almejando a presidência do Brasil, entre os quais Aécio Neves, Eduardo Campos, Fernando Haddad e Lindberg Farias. "É como se fosse zerar o jogo, pois todos são líderes regionais", afirmou. Para a jornalista, porém, a economia é que irá ditar as regras do jogo eleitoral. "É o que vai pesar no fim das contas", destacou.
Conforme revelou, Dilma já está mergulhada na campanha da reeleição. No entanto, pesquisas apontam que 63% querem mudança, o que anima candidatos como Eduardo Campos e Aécio Neves. Nesse caso, Lula pode ser a alternativa da situação. Outra surpresa pode vir de Marina Silva, que defende um novo sistema de produção e de consumo e representa a ruptura do atual modelo de relação política. "A palavra chave é confiança", resumiu.
Ao traçar também um panorama do cenário econômico do País nos últimos 20 anos, desde a estabilização da moeda, Cristiana afirmou que o maior desafio que se apresenta é o da educação. Segundo ela, o Brasil aumentou de três para sete milhões o número de universitários nos últimos 10 anos, mas recuou na qualidade. "Não temos uma só universidade entre as 200 melhores do mundo", salientou. Ainda de acordo com ela, cresce o contingente de jovens entre 17 e 22 anos que nem estudam nem trabalham, abrindo caminho para a criminalidade.
Aumentar a renda média do País também é outra meta. O Brasil passou os últimos cinco anos com renda média entre US$ 11 e US$ 13 mil. O desafio, acrescentou, é superar a barreira dos US$ 15 mil. "Para isso, precisa aumentar a produtividade", frisou a palestrante.
Cristiana projetou crescimento de 2,3% na economia para este ano e de 1,9% para 2014. A taxa Selic deve atingir os dois dígitos ainda este ano e permanecer em 10% no próximo, enquanto o dólar deve permanecer em R$2,25 e R$2,32 em 2013 e 2014, respectivamente. "Não vamos ter nenhuma grande tragédia na economia, mas também nenhum esplendor", comentou a jornalista.
Ela ainda criticou o tamanho do Estado, a alta e complexa carga tributária e o custo da burocracia. Conforme ilustrou, existem empresas que têm até 10 pessoas trabalhando somente para conseguir cumprir com a legislação tributária. Além disso, são necessárias 2.600 horas/ano para apurar impostos, sete vezes mais do que nos países do G-20. "O que salva o Brasil são vocês, que são empreendedores, e a força de seu povo", concluiu.
A reunião-almoço com a jornalista Cristiana Lôbo foi comemorativa aos 35 anos do Grupo PCP Steel.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC