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Ser humorista em Caxias do Sul não é fácil, revela Iotti

Gerais

Publicado em 28/10/2013

O cartunista palestrou na reunião-almoço da CIC nesta segunda-feira (28) - Foto: Maiara Herter/Objetiva
O cartunista palestrou na reunião-almoço da CIC nesta segunda-feira (28) - Foto: Maiara Herter/Objetiva

Criador dos quatro personagens que retratam o cotidiano dos descendentes italianos em Caxias do Sul e Região, centrados na figura do anti-herói Radicci, o cartunista Carlos Henrique Iotti palestrou na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), nesta segunda-feira (28), sobre como ser humorista em uma cidade focada no trabalho.

Segundo Iotti, "falar para os empresários, que são a mola propulsora desta Região, é uma tarefa difícil, mas consegui fazer com que eles refletissem e rissem, porque esta é a função do humorista: mostrar a realidade às vezes dura". Para o cartunista, Caxias do sul é uma cidade diferente, sem malemolência. "Aqui é a dureza do aço, segundo polo metalomecânico do País, um lugar para se trabalhar, então, ser humorista numa cidade assim realmente não é fácil", afirmou.

Iotti contou sua trajetória e a de seus personagens. Nascidos há 30 anos, Radicci, a esposa Genovena, o filho Guilhermino e o Nono surgiram a partir do olhar do cartunista sobre o dia a dia dos descendentes de italianos, sua cultura e seus costumes.

Conforme explicou, nestes 30 anos, seu trabalho conseguiu exorcizar os fantasmas do medo e da vergonha que os moradores desta Região tinham de suas origens. Para Iotti, Caxias do Sul tem enorme potencial em muitas áreas, mas tem problemas de autoestima e nem sempre sabe valorizar o que tem de melhor, a começar pela preservação da história e da cultura da imigração italiana.

Formado em Jornalismo, atualmente Iotti faz tiras e charges diárias para os jornais Pioneiro e Zero Hora. Também publica no Diário Catarinense, O Diário de Criciúma, O Diário do Sul (SC) e O Diário do Sudoeste (PR).

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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