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Emoções e comportamentos humanos em debate na reunião-almoço da CIC

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Publicado em 07/10/2013

Tema foi abordado pelo médico psiquiatra Milton Commazzetto - Foto: Julio Soares/Objetiva
Tema foi abordado pelo médico psiquiatra Milton Commazzetto - Foto: Julio Soares/Objetiva

A compreensão das emoções e comportamentos do ser humano sob a ótica da Psiquiatria foi o tema da reunião-almoço desta segunda-feira na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), na palestra do médico psiquiatra Milton Commazzetto. O evento foi comemorativo aos 40 anos do Laboratório de Patologias Diagnose, de Caxias do Sul.

De acordo com Commazzetto, o homem tem vasto conhecimento sobre o macrocosmo, mas sabe muito pouco sobre o interior do ser humano. Por isso, só muito recentemente passou a entender melhor as doenças emocionais, antes chamadas de loucura. Os próprios recursos terapêuticos para o tratamento das doenças mentais eram limitados. Somente a partir da década de 50 é que surgem os primeiros fármacos, e os profissionais de Medicina mudam a sua compreensão sobre a loucura e as psicoterapias começam a vigorar, fazendo com que os doentes fossem tratados com mais respeito.

O médico citou o exemplo do Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre, que iniciou um processo de humanização no início da década de 70, quando a instituição abrigava cinco mil pacientes. Melhor compreensão do funcionamento cerebral, melhora nos critérios de diagnósticos, melhora das indicações medicamentosas e aperfeiçoamento das medicações colaboraram para a evolução no tratamento das doenças mentais.

Para Commazzetto, a desarmonia das emoções e da razão dificulta a adequada percepção dos fatos. Segundo o especialista, muitas das doenças se originam na incapacidade do ser humano de se adaptar às diferentes situações do cotidiano. Vários transtornos comportamentais são gerados a partir disso, sendo o estresse, as depressões e o suicídio os mais frequentes. "Muitos acidentes de trânsito são tentativas de suicídio", alertou.

Entre as atitudes preventivas, Milton Commazzetto citou a atenção precoce aos sinais, atendimento com especialista, respeito ao sofrimento do paciente, atividades físicas e convívio com os amigos, entre outros.

Para marcar os 40 anos do Laboratório Diagnose, o presidente da CIC, Carlos Heinen, entregou uma placa ao fundador da empresa, Celso Piccoli Coelho.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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