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Ministro do Desenvolvimento Agrário destaca força do campo na economia brasileira
Publicado em 12/08/2013
As oportunidades para a indústria nacional a partir do desenvolvimento rural foi o tema da palestra do ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta segunda-feira (12). Segundo ele, todas as políticas do governo federal voltadas para o meio rural, em especial para a agricultura familiar, visam construir uma grande classe média no campo, fazendo com que os agricultores ascendam socialmente.
O ministro analisou os cenários da economia mundial e apresentou as condições macroeconômicas brasileiras. Para Pepe Vargas, o Brasil está preparado para enfrentar mais um capítulo da crise internacional e afirmou que a estratégia de desenvolvimento colocada em prática no Brasil nos últimos 10 anos fortaleceu os fundamentos da economia interna. "Um país que não tem credibilidade na sua economia não conseguiria ser o quarto no ranking de atração de investimentos estrangeiros, como é hoje o Brasil", acrescentou, ao criticar o pessimismo de alguns analistas em relação aos rumos econômicos do País. O ministro também observou que as três maiores despesas do governo federal, que são a Previdência, pessoal e dívida pública, estão sob controle.
Ao falar sobre a força do campo, o ministro revelou que 22% do PIB brasileiro são gerados pela agricultura, que, além disso, é responsável por um número expressivo de empregos, concentrando cerca de um terço do total. Já a agricultura familiar, com 4,3 milhões de unidades produtivas, responde por 84% dos estabelecimentos rurais. Os demais são da agricultura de escala empresarial. É também o segmento que responde por 74% da mão de obra empregada no campo e por 33% do PIB agropecuário.
Pepe Vargas falou também a respeito das linhas de crédito à agricultura nacional. O Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), por exemplo, dispõe de R$ 22 bilhões para a safra 2013/2014, sendo R$ 11,4 bilhões para investimentos, como compra de máquinas, e R$ 9,6 bilhões para custeio, com taxas de juros que vão de 0,5% a 3,5% ao ano, dependendo do tipo de financiamento.
O ministro ainda apresentou dados referentes ao Pronaf Mais Alimentos, Programa Investimentos para Avicultura, Suinocultura e Fruticultura, Programa Investimento Cooperativas, Crédito de Custeio, Pronaf Inovação, Proagro Mais e sobre o Mais Alimentos Internacional, que financia compra de máquinas e equipamentos brasileiros para o desenvolvimento da agricultura familiar de países da África, América Latina e Caribe. Gana, Zimbábue, Moçambique, Senegal e Cuba assinam, agora em agosto, memorando de entendimento e acordo interbancário, totalizando US$ 470 milhões para exportações até dezembro. Mais 10 países estão pleiteando o financiamento.
Segundo Pepe Vargas, a indústria metalmecânica caxiense tem sido favorecida com o Pronaf Mais Alimentos, que já possibilitou, desde 2008, a compra, por parte dos pequenos agricultores, de 56 mil tratores e 16 mil veículos para o transporte de cargas, e com o PAC 2, que prevê a recuperação e manutenção de estradas vicinais para 5.061 municípios. Para 3.621 deles estão sendo doados uma retroescavadeira, uma motoniveladora e um caminhão-caçamba. Para outros 1.440 municípios são também doados um caminhão-pipa e uma pá-carregadeira. O orçamento total inicial é de R$ 5,8 bilhões. Alguns destes equipamentos são produzidos em Caxias do Sul e serão fornecidos para o programa.
A reunião-almoço desta segunda-feira foi conduzida pelo vice-presidente de Indústria da CIC, Reomar Slaviero.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC