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Mercado de energia fotovoltaica avança no Brasil mas ainda é pequeno em comparação com outros países
Publicado em 29/04/2013
Engenheiro de Aplicação da Schneider Electric, Paulo Frugis palestrou na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) desta segunda-feira (29) sobre soluções fotovoltaicas para aplicações residenciais, comerciais e industriais, sobre o mercado para este tipo de energia no Brasil e no mundo e sua contribuição na geração de energia renovável. "A energia solar começa a ter qualidade tarifária no Brasil. Hoje é um investimento que traz retorno", ressaltou Frugis.
O módulo solar fotovoltaico converte diretamente a energia da luz do sol em energia elétrica. No ano passado, a capacidade mundial instalada era de 101 mil MW, sendo que 60% deste mercado estão na Europa. A Alemanha, que gera com placas solares o equivalente a duas Usinas de Itaipu, é líder disparado no mundo no uso deste tipo de energia. Logo após vem Itália, Japão, Espanha e Estados Unidos. No Brasil, quase 82% é de geração hidráulica, 6,5% de biomassa e 4,6% de gás natural. Desde 2011, a participação de energias renováveis na matriz elétrica brasileira vem se ampliando e chegou a 89% devido às condições hidrológicas e ao aumento da geração eólica. A capacidade estimada instalada no País para a energia fotovoltaica é de 30MW.
Uma das propostas para inserção da energia solar fotovoltaica na matriz energética brasileira é a Resolução Normativa 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que dá as diretrizes e regulamenta o mercado de energias renováveis no Brasil, através da micro e minigeração de bases hidráulica, eólica, solar, biomassa e cogeração. Segundo Paulo Frugis, a Resolução reduz as barreiras para a geração distribuída de pequeno porte.
Paulo Frugis mostrou alguns empreendimentos que já utilizam projetos de energia solar no Brasil, como os aeroportos Campo de Marte (SP) e Trancoso (BA), edifícios da C&C, Honda, Allianz Seguros, Greenpeace (SP), Senado Federal (DF), Copel (PR) e Usina Tauá (CE).
A reunião-almoço desta segunda-feira foi comemorativa aos 30 anos da Magnani, empresa de materiais elétricos e iluminação. Como parte das comemorações, os vice-presidentes de Comércio, Analice Carrer, e de Serviços da CIC, Celestino Loro, entregaram uma placa ao diretor da Magnani, Paulo Magnani.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC - Jornalista Marta Sfreddo