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Seminário em Caxias aborda oportunidades de negócios na África
Publicado em 19/03/2013
Cerca de 60 pessoas participaram do Seminário Bilateral Brasil-Angola/Moçambique, realizado nesta segunda, dia 18, no auditório da CIC. Três painelistas falaram sobre as oportunidades de negócios e os desafios nas relações com os dois países africanos. O primeiro foi Fábio Lopes Vale, gerente nacional da Câmara de Comércio, Indústria e Agropecuária Brasil-Moçambique. Ele iniciou dizendo que há paradigmas a serem quebrados para que o país seja visto como um mercado em potencial.
"As pessoas olham para África como um todo. Na verdade são muitos países, com perfis diferentes. Moçambique tem uma democracia multipartidária como o Brasil. É um país com altos índices de segurança pública e cresceu, em média, 8% nos últimos anos", ilustrou.
Ele conta que Moçambique faz parte da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) que agrega 15 países. Segundo Vale, isso significa que quem que investir no país terá acesso a um mercado muito maior. Alguns dos setores com potencial para receber investimentos estrangeiros em Moçambique constatados pela Câmara são: infraestrutura pública (estradas, pontes, telecomunicações, construção civil), energia (exploração de gás, barragens e hidrelétricas, alternativas renováveis, biocombustíveis), extração de recursos minerais, pesca, turismo e hotelaria, logística, medicamentos e material cirúrgico, moda, perfumaria, cultura e educação.
Em seguida, o presidente da Câmara de Comércio Angola-Brasil, Eduardo Arantes Ferreira, apresentou as oportunidades naquele país. Ele destacou que 95% do que é consumido em Angola é importado, ou seja, as possibilidades são amplas e atendem a praticamente todos os ramos de produção.
Para fazer negócios com Angola, Ferreira recomenda preparar um estudo de demanda no país, estudar a legislação, construir credibilidade, selecionar potenciais parceiros locais e visitar Angola.
"A Câmara auxilia de diversas formas nessa intermediação com as empresas. Além disso, não dá para fazer negócios à distância, tem que ir", afirmou.
Por fim, o painelista Márcio Barbosa, diretor da Logsul, falou sobre as possibilidades de logística entre o Brasil e os dois países. Existem linhas marítimas que vão do Brasil para esses dois países. Além disso, devido à Copa do Mundo da África, muitos aeroportos foram modernizados.
O Seminário foi realizado pela Fecomércio-RS e pela CIC, com apoio dos sindicatos afiliados Sindilojas, Sirecom e Sindigêneros, Investor, FCCE e MRE Eresul.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Sindilojas Caxias do Sul - Jornalista Bibiana Ribeiro Mendes