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"Olhem para a África com carinho, com cuidado, mas com pressa"
Publicado em 18/03/2013
"Olhem para a África com carinho, com cuidado, mas com pressa". A afirmação é do presidente da Câmara de Comércio Angola-Brasil, Eduardo Arantes Ferreira, palestrante da reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) desta segunda-feira (18). Interessados em se desenvolver economicamente, os países africanos, especialmente Angola e Moçambique, estão se adaptando muito rapidamente ao mundo ocidental e estão empenhados em atrair investimentos estrangeiros, revelou Ferreira.
Com uma participação de 6,4%, o Brasil é o quarto maior exportador para Angola, depois de Portugal, China e Estados Unidos. O país importa 95% de tudo o que consome, sendo que 99% de suas exportações são somente de petróleo. De acordo com o dirigente, existem muitas oportunidades de negócios no Continente Africano. No entanto, explicou, o empresário brasileiro tem a noção pré-concebida de que investir na África não é confiável. Isso mudou, afirmou o palestrante.
Os incentivos concedidos pelo governo de Angola priorizam as indústrias transformadoras, agropecuária, infraestrutura rodoviária, ferroviária, aeroportuária e portuária, telecomunicações, saúde e educação, energia e águas e construção civil. Os investimentos recebem incentivos na aquisição de terrenos e isenção de alguns impostos.
Os princípios gerais da política de investimentos do país são respeito pela propriedade privada, respeito pelas regras do mercado livre, respeito pela livre iniciativa, segurança e proteção do investimento, tratamento igual entre nacionais e estrangeiros, livre circulação dos bens e dos capitais e respeito aos tratados internacionais. Para demonstrar o potencial africano, Eduardo Ferreira exibiu um vídeo sobre a Zona Econômica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, um complexo de empresas e unidades fabris semelhante à Zona Franca de Manaus, instalada em Viana, cidade angolana da Província de Luanda.
Para empreender na África, Ferreira sugeriu, além de acreditar no potencial econômico do continente, alguns passos: determinar o tipo de investimento, pesquisar a viabilidade, expor a marca, definir se será investimento público ou privado, determinar o parceiro ideal e elaborar contrato internacional. "Qualquer empresário africano quer que o empresário brasileiro sinta que há potencial e que vale a pena investir em seu país", concluiu o presidente da Câmara de Comércio Angola-Brasil.
Após a reunião-almoço, as oportunidades de negócios com a África seguiram sendo apresentadas no "Seminário de Comércio Exterior e Investimentos Brasil-Angola-Moçambique", que reuniu no auditório da CIC empresários de diferentes setores. O evento ocorre em parceria com o Sistema Fecomércio do Rio Grande do Sul.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC