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Roberto Louzada propõe choque de segurança pública no Brasil
Publicado em 20/02/2013
"O Brasil precisa de um choque de segurança pública. Vemos casos no País em que é difícil para o cidadão suportar tamanha inversão de valores, a exemplo de Santa Catarina". A opinião é do secretário de Segurança e Proteção Social de Caxias do Sul, Roberto Soares Louzada, que palestrou na reunião-almoço realizada pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta quarta-feira (20). Louzada ocupou a tribuna do evento para falar sobre as ações e programas da Prefeitura Municipal, em articulação com a Polícia Civil e Brigada Militar, no combate à violência em Caxias do Sul. Segundo Louzada, a situação é agravada pela sensação de impunidade e pela prática do "prende-solta". Além disso, acrescentou, o País não tem um ministério que dê um norte para as questões de segurança pública.
Para o secretário, segurança pública não se faz sem a participação dos municípios, estados e União. Para fazer a sua parte, a Prefeitura decidiu investir, principalmente, em programas sociais que tratam de jovens, previnem o uso de drogas e criam oportunidades de educação, lazer, esporte, cultura e preparação profissional. Com um orçamento para 2013 de aproximadamente R$ 19 milhões, a Secretaria quer potencializar estas ações para baixar os índices de criminalidade no município. Uma delas será a adesão ao projeto nacional de combate ao crack, dando sequência ao trabalho de uma força-tarefa criada no ano passado para mapear os locais de consumo da droga e cadastrar usuários. "O crack é mal que assola o Brasil todo e temos o dever de combatê-lo", afirmou.
Roberto Louzada também enfatizou os programas de segurança alimentar e inclusão social implantados em Caxias do Sul. Segundo o secretário municipal, são investidos cerca de R$ 1 milhão por ano nos dois restaurantes comunitários, que servem 820 refeições/dia ao preço de R$ 1,00. A Prefeitura também é um dos mantenedores do Banco de Alimentos, que oferece 8.500 refeições/dia em quatro cozinhas comunitárias. "Tenho a ousadia de dizer que ninguém passa fome em Caxias do Sul", frisou Louzada.
Sobre a Guarda Municipal, Louzada comentou que é uma das mais qualificadas e equipadas do Rio Grande do Sul e do Brasil. Criada em 1997, a Guarda Municipal conta atualmente com 155 servidores, 44 postos de trabalho e 16 viaturas. O secretário ainda enumerou as principais ações promovidas em parceria com os governos estadual e federal, entre os quais a ampliação do videomonitoramento com a instalação de mais 13 câmeras, totalizando 51 equipamentos em pontos estratégicos da cidade. Para ele, as câmeras garantem maior segurança pública.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC