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Desembolso do Badesul em operações de financiamento deve chegar a RS$ 1 bilhão em 2012
Publicado em 29/10/2012
Em se tratando de políticas industriais, o Brasil está no caminho certo com as ferramentas que construiu ao longo dos últimos anos, mas é preciso mais ousadia, tanto por parte do setor público, como da iniciativa privada, se quiser ir além da posição de quinta economia mundial. A opinião é o diretor-presidente do Banco de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul (Badesul), Marcelo de Carvalho Lopes, que palestrou na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), desta segunda-feira (29), que falou sobre política industrial e o papel do Badesul. Segundo Lopes, para sustentar o desenvolvimento do estado, o Badesul contribui com ferramentas financeiras, com a elaboração de estudos estratégicos e com atuação em programas setoriais. Ele citou as principais linhas de financiamento disponíveis na instituição e revelou que o desembolso, em 2012, deve atingir a cifra de R$ 1 bilhão. No ano passado, foram R$ 600 milhões.
Ao analisar o cenário macroeconômico brasileiro, o palestrante afirmou que o grande desafio do País é quebrar paradigmas e acelerar suas políticas industriais, avançando, principalmente, em inovação. Segundo ele, a inovação traz ganhos importantes para a geração de riquezas. O presidente do Badesul comparou o montante do investimento do Brasil em pesquisa e desenvolvimento, em 2010, com a Nokia. Enquanto o País aplicou R$ 60,6 bilhões, a empresa finlandesa investiu, sozinha, R$ 12,9 bilhões em inovação. Para o palestrante, o Brasil tem fortalecido sua posição de crescimento, mesmo em um cenário externo bastante adverso, mas exemplos vindos de países como Finlândia, Coreia do Sul e China, que não tiveram medo de reinventar a roda, devem servir de inspiração para políticas industriais mais ousadas.
Ao falar sobre o Rio Grande do Sul, Lopes disse que as três instituições dedicadas a fomentar investimentos, Badesul, Banrisul e BRDE, trabalham de forma integrada. A nova estratégia começa com o Sistema de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul que, entre outras iniciativas, localiza oportunidades internacionais para ampliar os negócios das empresas gaúchas e atrair investimentos, adensa cadeias produtivas e reduz disparidades regionais e estimula ações entre o setor público e iniciativa privada, além de cooperativas. O desafio do estado não é pequeno, acrescentou, porque o Rio Grande do Sul perdeu espaços econômicos importantes nos últimos anos no cenário nacional, mas há uma sinalização clara da importância do tema desenvolvimento, frisou.
Fonte: Assessoria de Imprensa - Jornalista Marta Guerra Sfreddo