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Mercado do Peru e Colômbia em evidência na CIC
Publicado em 22/10/2012
As oportunidades comerciais do mercado latino-americano foram apresentadas no Seminário de Negócios Internacionais da Serra Gaúcha. O evento foi realizado pela Diretoria de Negócios Internacionais da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), na manhã desta segunda-feira (22). Peru e Colômbia foram os focos da décima primeira edição do evento.
A assessora de economia na unidade de Inteligência Comercial da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Camila Flores Orth, foi a primeira palestrante. Ela contextualizou o cenário das exportações no Brasil e Rio Grande do Sul a partir de dados oficiais. Segundo ela, o Rio Grande do Sul é o quarto Estado em volume de exportações do País. O principal destino é a América Latina, seguida da Ásia. China, Argentina e Estados Unidos lideram a lista das exportações gaúchas.
Manufaturados em economia de escala figuram na lista dos principais produtos exportados da Serra. Argentina, Chile, Estados Unidos, Paraguai e Peru foram os principais destinos das exportações da Serra em 2011.
Para a assessora de economia, os setores que despontam as oportunidades para o mercado do Peru e Colômbia são móveis, autopeças, torneiras e válvulas, reboques e semi-reboques, e plásticos e suas obras. "Olhem para Colômbia. Olhem para o Peru. São países que estão crescendo e têm boas perspectivas de negócios", sugeriu Camila.
O diretor jurídico da CIC Maurício Gravina falou sobre negociação, contratação e resolução de conflitos do ponto de vista das negociações internacionais. De acordo com o advogado, o panorama do Direito Internacional é muito complexo e sem acompanhamento jurídico se torna inviável. "Trata-se de um emaranhado de normas em constante movimento, sujeito a leis internacionais que envolvem muitos temas, como direitos humanos", ressaltou.
Gravina citou que a fase precedente à negociação é importante e deve envolver cotações, combinações preliminares, obrigações preparatórias, dever de boa-fé e informação adequada. Documentos como e-mails comerciais, orçamentos, acordos de cooperação e registros de pagamentos servem como instrumentos de segurança nas comercializações internacionais.
O último painel do evento ficou por conta do gerente de Exportação da Intral, Osmar Mangini. Apesar de o foco da empresa ser o mercado nacional, as exportações têm papel estratégico e representam uma fatia significativa que não é desprezada. "O fácil é vender no mercado interno, onde você reduz o valor do produto em centavos e ganha o cliente. O mercado externo é muita poeira na cara e trabalho", observou.
O objetivo da Intral é chegar a um faturamento de oito milhões de dólares em 2015 no mercado internacional. Os principais mercados de atuação da empresa, que fabrica reatores e luminárias, são Paraguai, Uruguai, Chile, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, República Dominicana e Cuba.
Mangini compartilhou com os presentes os caminhos exitosos para competir no mercado internacional. Ele defendeu que pegar a mala e visitar os clientes é muito custoso e, sem uma base de dados, fica difícil. Por isso, ele sugeriu que é fundamental fazer parceria com a Apex-Brasil, que auxilia com dados estratégicos dos mercados mais atrativos e promove ações como feiras do exterior, rodadas de negócios, entre outros.
O gerente de Exportação da Intral fez uma análise do mercado da Colômbia e do Peru e pontuou alguns motivos para justificar investimentos nestes países: crescimento do PIB, controle da inflação, estabilidade econômica, crescente ingresso de capitais americanos, espanhóis e brasileiros, crescimento do consumo e na empregabilidade, e forte desenvolvimento na construção civil. Como ameaças, Mangini mencionou: relativo controle sobre FARCs e narcotraficantes (Colômbia), forte presença dos grandes players mundiais e carência de mão de obra técnica especializada.
Para 2013, ele projeta que a Colômbia deverá representar 6,3% do faturamento de exportação da Intral e o Peru, 22,5%.
Após as exposições ocorreu uma rodada de perguntas aos convidados mediadas pelo diretor de Negócios Internacionais da CIC Plínio Mioranza.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC - Jornalista Greice Demoliner Tedesco