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Inovação é o principal desafio do comércio exterior gaúcho

Gerais

Publicado em 22/10/2012

Palestra do professor Roberto Birch Gonçalves mostrou panorama do comércio internacional - Foto: Marina Granzotto
Palestra do professor Roberto Birch Gonçalves mostrou panorama do comércio internacional - Foto: Marina Granzotto

O comércio internacional gaúcho reflete a situação que ocorre no Brasil, em que o crescimento das exportações é lento, porém ascendente. Mesmo impactado por perdas no agronegócio, principal componente da pauta de exportações, decorrentes principalmente da estiagem, o Rio Grande do Sul tem uma série de atrativos em relação a outros Estados brasileiros quando o assunto é participação no mercado internacional. Porém, há espaço para a inovação. Este foi o tema da palestra da reunião-almoço desta segunda-feira (22) da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), proferida pelo coordenador do curso de Comércio Exterior da Universidade de Caxias do Sul (UCS), professor doutor Roberto Birch Gonçalves.

Os principais fatores de atratividade internacional do Rio Grande do Sul, na opinião de Birch, são mão de obra qualificada, capacidade tecnológica e intelectual, infraestrutura (apesar das deficiências), energia, posição geográfica privilegiada no Mercosul, políticas de atração de investimentos, como Fundopem e Integrar, e polos de desenvolvimento, como moveleiro, metal-mecânico, fumo, couro e calçados, moda, agronegócio e naval. No ano passado, o Estado exportou US$ 19,4 bilhões e importou US$ 15,6 bilhões. "Apesar das vantagens, ainda existem muitos desafios para melhorar a performance gaúcha no mercado externo e a principal é a inovação", afirmou o professor. Para ele, a inovação vai além da tecnologia e passa por todos os processos de produção até a aceitação do produto no mercado.

Os demais desafios organizacionais são a capacidade de planejamento, para evitar oportunismos e negócios feitos no ímpeto, a adequação de produtos e processos, a preparação da equipe para lidar com diferenças culturais, a constância na qualidade e no fornecimento, a proximidade, por meio de feiras, visitas e relacionamento, e atenção aos riscos. Para Birch, a capacidade de uma empresa de ler e responder a estes fatores é que a deixa preparada para o mercado internacional.

A reunião-almoço desta segunda-feira fez parte da programação do 11º Seminário de Negócios Internacionais da Serra Gaúcha, uma iniciativa da Diretoria de Negócios Internacionais da CIC.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC - Jornalista Marta Guerra Sfreddo

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