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Gilmar Marcílio e Domingas Giacomin defendem uma aliança entre escola e família pela leitura

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Publicado em 27/09/2012

O patrono da 28ª Feira do Livro de Caxias do Sul e técnica em Biblioteca foram os convidados do Café com Informação da CIC.
O patrono da 28ª Feira do Livro de Caxias do Sul e técnica em Biblioteca foram os convidados do Café com Informação da CIC.

O Café com Informação de setembro do Conselho da Empresária da Câmara de Indústria Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) foi um aquecimento para a 28ª Feira do Livro de Caxias do Sul. Na manhã desta quinta-feira (27), ocorreu um bate-papo entre o escritor, filósofo e patrono da Feira, Gilmar Marcílio, e a teóloga, técnica em Biblioteca e professora especialista em Literatura Infantil Domingas Colombo Giacomin. O diálogo foi mediado pela escritora e integrante do Conselho da Empresária Teresinha Tregansin. Gilmar Marcílio fez uma ode à leitura pela sua importância na construção da moral e da ética e Domingas Giacomin defendeu uma aliança entre a escola e a família para desenvolver o hábito da leitura nas crianças.

Segundo Marcílio, não existe uma maneira única de perceber a ética e a moral, porém ele entende que a leitura entra como balizador na triagem do que é importante para cada pessoa. "A leitura é a assepsia da alma. Ler não é se abstrair do mundo, é migrar para os campos subjetivos", opinou.

Ele destacou que os verdadeiros códigos morais são aqueles que têm valor universal, eles devem estar inclinados para o bem. Para ele, a busca de princípios se dá através da arte, sendo a literatura uma delas. "A ética é o olhar de si que se estende para o outro", afirmou.

Gilmar acredita que tudo já foi dito e pensado por escritores que nos antecederam, e ao beber destas fontes o leitor descobre sua própria imperfeição e a possibilidade de perdoar e compreender seus erros. "A leitura tem poder terapêutico", resumiu.

Com 36 anos de experiência em biblioteca de escola, Domingas Giacomin enfatizou que a escola e a família têm que andar juntas na missão de formar leitores. "Nós, os educadores, temos um papel importante, mas a família também, pois tudo começa em casa", ressaltou. Neste sentido, ela explicou que é preciso trabalhar o gosto da criança pela leitura até os 12 anos, pois a partir desta idade a leitura será uma obrigação e não mais um prazer.

Domingas sugeriu que o livro deve estar junto com o brinquedo, envolvendo a criança em um mundo lúdico. Para isto, ela argumentou que o professor tem que dar vida às aulas, encantar e cativar o aluno por meio da Literatura.

Em sua opinião, o principal ganho da leitura é o desenvolvimento da sensibilidade, criatividade e raciocínio crítico. "Quem lê tem opinião própria, sabe se posicionar", reforçou.

Domingas lamentou que no Brasil a população não valorize a Literatura. "Nós compramos um tênis de marca e achamos um livro caro", opinou. Ela acrescentou ainda que considera imoral o escritor ganhar apenas 10% da renda e sua obra literária.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC - Jornalista Greice Tedesco

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