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Organização para a Copa do Mundo exige planejamento e adesão da comunidade
Publicado em 24/09/2012
A sul-africana Neliswa Nkani, da Cidade do Cabo, uma personagem importante na organização da Copa do Mundo de 2010 em seu país, fez as contas para Caxias do Sul - escolhida para ser Centro de Treinamento de Seleções - e concluiu que a cidade tem, de um total de 654, apenas 448 dias úteis até o início do Mundial que será sediado pelo Brasil, em 2014, depois de descontados os finais de semana e feriados. "É pouco mais de um ano para bastante trabalho. Comecem a fazer!". Neliswa foi a palestrante da reunião-almoço desta segunda-feira (24), na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), e relatou as experiências da África do Sul para superar os desafios de realizar um dos maiores eventos de todo o mundo. Ela é administradora de empresas e consultora internacional de estratégias em Negócios Internacionais e estratégias em Marketing Esportivo.
Em Caxias do Sul a convite do Comitê Caxias Copa 2014, coordenado pela CIC e Prefeitura Municipal, para transmitir seu conhecimento e vivência no assunto, Neliswa afirmou que o sucesso do evento depende em grande parte da participação e apoio da iniciativa privada e da mobiliação comunitária nas ações que envolvem o Mundial. Orçamento, infraestrutura, saúde e segurança, comunicação e marketing, mobilidade urbana e adesão da comunidade são fundamentais na definição das estretégias e do plano de negócios que vai preparar a cidade para receber uma seleção e os milhares de turistas que ela atrai. Ela salientou, no entanto, que a visão deve ser de longo prazo, para garantir o crescimento da economia e do turismo da região mesmo após a Copa do Mundo. "É preciso visão, integração, estrutura e ação", observou.
O legado deixado pela Copa do Mundo na África do Sul para a infraestrutura, saúde, segurança e no campo social justificou, segundo Neliswa, todo o empenho do povo sul-africano em mostrar ao mundo que era capaz de sediar o Mundial. No começo não havia muita sinergia e as cidades não estavam preparadas. "Foi preciso muito esforço e a coordenação de estratégias entre os municípios para deixar o país pronto em dois anos e oito meses", relatou.
Para a sul-africana, Caxias tem como vantagem uma indústria forte e um povo acolhedor. "É preciso agora fazer com que todos abracem o projeto de receber uma seleção", afirmou. Ela questionou: "se as pessoas daqui não sabem que Caxias do Sul será um Centro de Treinamento de Seleções, como querem que o mundo saiba disso?". Investimentos em branding, parcerias com players internacionais de turismo e engajamento das empresas em parcerias público-privadas podem aumentar as oportunidades de negócios, considerou Neliswa como sugestão aos empresários a respeito das estratégias para depois de 2014.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC - Jornalista Marta Guerra Sfreddo