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Pequenas empresas aprendem caminhos para competitividade na CIC

Gerais

Publicado em 24/08/2012

O segundo módulo do 3º Fórum de Inovação ocorreu na manhã desta segunda-feira (24), no restaurante da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do sul (CIC). O foco da segunda parte do evento foi apresentar novos caminhos para aprimorar a competitividade e diminuir a vulnerabilidade das pequenas empresas. O evento foi realizado pelas diretorias de Projetos, Inovação e Inteligência, e Desenvolvimento Sustentável da CIC, e pelo Arranjo Produtivo Local Metalmecânico e Automotivo da Serra Gaúcha, em parceria com a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), por meio do Instituto Euvaldo Lodi (Iel), e com o Sebrae RS.

O engenheiro e economista italiano Nicola Minervini apresentou diversas sugestões de gestão às lideranças de pequenas empresas. "A única solução para a pequena empresa é integrar experiências. Ou você aumenta o tamanho de sua empresa ou investe em nichos de mercado", opinou. Segundo Minervini, os pequenos empresários são desconfiados e individualistas por natureza, estas características podem ser alguns dos indícios que explicariam a alta taxa de mortalidade das empresas nos primeiros anos. "As empresas fecham por que são pequenas ou por que pensam pequeno? A diferença está na cabeça", esclareu.

Minervini acredita que uma das formas de aumentar a competitividade é sentar na mesma mesa com donos de outras empresas e discutir o que é possível fazer em conjunto e o que se pode fazer sozinho. Para ele, o maior ganho que se pode ter com encontros como esse é o patrimônio da informação. Conforme ele, não é preciso temer os concorrentes porque sempre vai haver alguém que faça os mesmos produtos que você. Para Minervini, o diferencial dos produtos se encontra na inteligência comercial, e em investimentos como inovação, marketing, serviço e marca - itens que dificilmente podem ser copiados.

Ele defendeu a importância da participação em feiras, porém ressaltou que um dos erros mais comuns dos empresários é exporem em feiras sem ter uma visita anterior ao evento. Minervini justificou que muitas vezes o empresário pode ter a infelicidade de descobrir que seu produto não tem mais mercado ou que está expondo na feira errada.

O palestrante comentou que os brasileiros são muito passivos no mundo dos negócios. Ele orientou que é fundamental aprender a ser mais agressivo, a exemplo dos chineses. "Só abrimos a porta das lojas se a campainha tocar, nós não vamos atrás dos clientes. Precisamos sair da zona do conforto e desenvolver uma cultura competitiva nas empresas desde a telefonista até o dono do negócio", pontuou.

Minervini finalizou sua palestra definindo que as empresas que conseguem maior sucesso têm desenvolvido tecnologias da informação, gerencia direta, organização interna, visão de conjunto de oportunidades, cultura competitiva e produto com maior valor agregado.

Na sequência do evento as empresas Recvalve, Keko Acessórios e Enttry Software apresentaram seus cases de projetos inovadores.

O CEO da Plasmar Tecnologia, Carlos Alejandro Figueroa, fez a última apresentação e defendeu a inovação tecnológica como foco do negócio. Ele sugeriu os caminhos para fazer a inovação tecnológica acontecer dentro das empresas: comprar o conhecimento já existente (equipamentos, patentes, aquisição de empresas especializadas no tema em questão); gerar novos conhecimentos (desenvolver projetos com parceiros como fornecedores, universidades, institutos de pesquisa ou com profissionais internos como engenheiros, mestres, doutores); valorizar e/ou oferecer participação no negócio tecnológico a recursos humanos altamente qualificados que participam do processo de inovação; e estar sempre informado sobre a área de interesse tecnológico (avanços da ciência, novidades de fornecedores, clientes e concorrentes).

Figueroa encerrou sua explanação informando os canais, disponíveis às empresas, que ajudam a financiar a inovação tecnológica. São eles: Lei de Inovação, Lei do Bem e editais públicos do governo federal e/ou estadual (CNPq, FINEP, SEBRAE,FAPERGS, entre outros).

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC - Jornalista Greice Tedesco

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