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Mais uma edição realizada com sucesso

Gerais

Publicado em 24/07/2012

O 18º Seminário do Dia da Qualidade de Caxias do Sul repetiu o sucesso de público e de palestras das edições anteriores. Organizado pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), por meio da Diretoria de Desenvolvimento e Competitividade e do Comitê Regional Serra Gaúcha do PGQP, o evento ocorreu na manhã e tarde desta segunda-feira (23), no auditório da entidade.

O presidente do Conselho Diretor do Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade do Rio Grande do Sul (PGQP/RS), Ricardo Felizzola, fez a abertura do Seminário e falou sobre inovação e sua importância na competitividade das empresas. Segundo ele, em um mundo conectado e globalizado, o nível de competição é maior, o que é um desafio para os empreendedores, mas também uma oportunidade. Para ele, "a inovação é um motor de prosperidade e a competitividade é um motor de inovação".

Felizzola explicou que as inovações podem ser produtos e processos, por exemplo, algo novo que se torna necessário para o consumidor ou novas formas de fazer o mesmo. Conforme ele, é preciso criar um ambiente favorável para a inovação e esta estratégia deve partir da liderança. "O capital humano é o principal ativo da inovação nas empresas. Outros ativos são conhecimento, cultura empreendedora e marcos legais", opinou.

O grande destaque da manhã foi o painel que fez a interrelação entre os setores de indústria, comércio e serviços. Mediado pelo gerente de Relações com o Mercado da Universidade de Caxias do Sul (UCS), José Mário Cancian, o debate contou com a presença do diretor Comercial e de Tecnologia da Suspensys, Sérgio Onzi, do presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Caxias do Sul (CDL/SPC Caxias), Paulo Magnani, e do gerente de Qualidade e de Processos do Grupo CPFL Energia, Mauro de Oliveira Sobrinho.

O tema qualidade é percebido de maneira diferente entre os setores. Na opinião de Onzi, que falou em nome da indústria, "o líder dá o tom e muda o tom quando for necessário". Ele entende a cultura da qualidade já existe nas organizações graças à liderança, desta forma tem-se investido cada vez mais em treinamento, desenvolvimento de pessoas e conhecimento. O tema qualidade é uma realidade nova para o comércio, de acordo com Magnani. Ele esclareceu que as grandes redes de varejo já trabalham assim, porém os pequenos lojistas, que são a maioria, não têm essa cultura. "Precisamos trabalhar a autoestima do dono. Hoje a liderança é feita no suor e não no conhecimento. Defendemos uma liderança participativa nesse processo", observou.

A competitividade nos segmentos também segue caminhos específicos. Sobrinho destacou que a empresa é competitiva enquanto grupo, buscando ampliar o portfólio de produtos. Além disso, ele identifica que os investimentos em inovação que o Grupo CPFL faz, especialmente em pesquisa por fontes de energia alternativa, vão gerar oportunidades de negócios. Onzi opinou que, na indústria, a competitividade é definida de fora para dentro, "é o cliente que define". Ele comentou que, em preço, as empresas nacionais perdem para os países asiáticos, mas a confiança e o relacionamento com o consumidor são os diferenciais do produto brasileiro. "Temos uma relação muito próxima com o cliente, nós o conhecemos", destacou.

Magnani chamou a atenção para a parceira do comércio com a indústria. "O comércio tem a condição de fazer a pulverização, de agregar valor ao produto fabricado, por isso a parceria é fundamental", frisou. Para ele, o foco do comércio deve ser o cliente: "o bom atendimento leva ao lucro e melhora a qualidade e a produtividade das lojas".

Quanto à motivação das pessoas na obtenção de melhores resultados, os convidados concordam que a gestão de pessoas é fundamental, independentemente dos segmentos. Onzi declarou que a pessoa bem desenvolvida tem o ambiente propício para estar motivada. Ele citou que o grupo Randon possui vários programas que possibilitam a evolução e o crescimento das pessoas. "(No grupo) As pessoas são constantemente desafiadas a superar seus próprios limites. O estímulo de reconhecimento colabora para a motivação," aconselhou.

Magnani ressaltou que o comércio ainda tem a cultura de motivar pelo salário, mas visualiza que algumas empresas estão se dando conta da importância da meritocracia. Ele argumentou que os empresários do segmento ainda precisam evoluir em questões como retenção de talentos, plano de carreira e qualificação de mão de obra. Sobrinho resumiu: "a construção do resultado passa pela colaboração. E o auto-desenvolvimento é a chave".

Cases de sucesso
A programação do evento à tarde foi marcada pela apresentação de três cases: Sulpeças, Florense e Marcopolo. O diretor da Sulpeças, Davenir Dreher, abordou a excelência na gestão em atendimento no setor de serviços; a gestora da Qualidade da Florense, Adriana Zamboni, falou sobre a competitividade no sistema de franquias; e o gerente de Estratégia e Marketing da Marcopolo, Walter Cruz, apresentou as estratégias da empresa para a internacionalização.

Dreher ressaltou que na trajetória de 47 anos da Sulpeças, concessionária Fiat, o foco sempre foi a melhoria das estratégias na busca pela excelência no atendimento aos clientes. Ele falou da importância do treinamento dos colaboradores. "Qualidade se faz com pessoas", frisou. O empresário revelou que cada funcionário que é admitido passa por um processo de treinamento. Para se tornar atendente da concessionária, são 300 horas, para atuar no pós-vendas, 400 horas.

Referência internacional entre as fábricas de móveis com acabamento high-end, a Florense também aposta na qualidade para fazer avançar o seu sistema de franquias. Para isto, conta com o suporte da Universidade Corporativa Florense, um portal de conhecimento à disposição de funcionários e franqueados. Em dois anos, já formou cerca de 1.900 pessoas.

Diante de um mercado interno sem grandes perspectivas de crescimento, a Marcopolo apostou no desenvolvimento e na implantação de uma estratégia de internacionalização. Hoje, com sua bandeira fincada em 13 países, além do Brasil, a empresa foi responsável pela produção, em 2011, de 31.526 unidades. Segundo Cruz, "o grande desafio competitivo do momento é a formação de mão de obra para as nossas empresas".

O seminário contou ainda com uma palestra do presidente do Sebrae/RS, Vitor Augusto Koch, que falou sobre como transformar empresas por meio da qualidade e da competitividade. Para o dirigente, que revelou que a classe média deve crescer 172% nos próximos 10 anos, existe um considerável potencial de consumidores e, com isso, oportunidades às empresas que estiverem preparadas.

O evento contou ainda com a apresentação da Escola tem Gente Teatrando e do CCQ Past For, da Fras-Le. O Seminário Dia da Qualidade Caxias contou com os seguintes patrocinadores: Diamante: LaSalle Business School, Marcopolo, Jornal Pioneiro, Empresas Randon, Sebrae/RS, UCS e Visate; Ouro: Anay Fitas e Zeyana; Prata: Ciaflex Borrachas, CIM Componentes para Indústria Metalúrgica, Express Restaurantes Empresariais, Planquality, Sescon Serra Gaúcha, Simecs e Simplás; Apoio: Keko Acessórios Automotivos, Rádio Caxias, Samae e Unique Estética.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC: Jornalistas Greice Demoliner Tedesco e Marta Guerra Sfreddo

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