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Juçara Tonet Dini: "O que eu sou em casa, eu serei fora"
Publicado em 28/06/2012
"Qual o seu lugar à mesa?", questionou a jornalista, especialista em Terapia Familiar Sistêmica e diretora da Dinâmica Comunicação, Juçara Tonet Dini, convidada do Café com Informação de junho, promovido pelo Conselho da Empresária da Câmara de Indústria Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta quinta-feira (28). Ela explicou que a posição que cada filho ocupa na família (primogênito, segundo ou caçula) interfere na carga emocional dos pais sobre ele e, consequentemente, em sua personalidade. A mesma carga se transporta para onde quer que ele vá, incluindo o ambiente de trabalho. "O que eu sou em casa, eu serei fora. O papel ocupado na nossa família de origem determina o nosso comportamento no trabalho. Será o mesmo lugar em que vou me estabelecer dentro das organizações", afirmou.
Juçara apresentou as características que são comuns aos primeiros, segundos e últimos filhos dos casais. Segundo ela, os primogênitos recebem a expectativa máxima dos pais e, portanto, o incentivo emocional que tenham que ser melhores em tudo, ou seja, bem-sucedidos em todos os campos. Ela acrescentou que eles acabam desenvolvendo uma responsabilidade e poder maior dentro do núcleo familiar porque cuidam da organização da casa e dos filhos menores. "Eles têm discurso de chefe e uma tendência à prepotência", sugeriu.
Quanto ao segundo filho, a especialista em Terapia Familiar Sistêmica comentou que ele quer se diferenciar do primeiro - atitude que geralmente é mais forte quando o sexo é o mesmo, tendo em vista a eterna comparação com o mais velho. "Ele vai fazer tudo diferente do outro irmão", observou. Por não carregar uma carga de expectativa e novidade, Juçara disse que o segundo filho acaba desenvolvendo discursos (justificativas/explicações), ideias novas, argumentos e contrapontos, o que acaba lhe favorecendo e destacando enquanto indivíduo.
Para Juçara, o filho mais novo olha para os irmãos e não se sente parte da família. Conforme ela, o caçula, de modo geral, não é levado a sério em função da idade e do comportamento avesso aos demais. Ela ressalta que por ter circulação irrestrita, graças à idade, ele conhece todos os segredos da família. O último filho é mais ligado à mãe, que o protege e privilegia por se sentir responsável pela exclusão dele.
Na concepção de Juçara, as características da personalidade dos primeiros, segundos e últimos filhos são fortes heranças do ambiente familiar que influenciam o comportamento de cada um no trabalho e nas demais relações. Juçara exemplificou o conceito com o casamento, onde cada parceiro traz na mala sua personalidade, história e jeito de lidar com questões domésticas e financeiras.
Ela também falou sobre os seis estágios do ciclo de vida familiar (1 - jovem saindo de casa; 2 - união de famílias no casamento; 3 - famílias com filhos pequenos; 4 - famílias com adolescentes; 5 - lançando os filhos e seguindo em frente; e 6 - famílias no estágio tardio da vida) e opinou que a disfuncionalidade da família ocorre com a falta de comunicação dos membros.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC - Jornalista Greice Demoliner Tedesco