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Reformas estruturais para o desenvolvimento do País

Gerais

Publicado em 23/04/2012

Na CIC, Germano Rigotto defendeu reformas tributária e política e pacto federativo. Foto Julio Soares
Na CIC, Germano Rigotto defendeu reformas tributária e política e pacto federativo. Foto Julio Soares

O ex-governador e presidente do Instituto Reformar de Estudos Políticos e Tributários, Germano Rigotto, foi o palestrante da reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), desta segunda-feira (23). Rigotto abordou a crise financeira nos Estados Unidos e Europa, falou sobre o processo de desindustrialização em marcha no Brasil e defendeu reformas estruturais para alavancar o crescimento.
Para ele, um dos principais desafios do País é resolver o custo Brasil que prejudica a competitividade nacional. Ele prevê que o processo de desindustrialização desencadeará o desaparecimento de alguns setores econômicos.

Rigotto saudou as medidas adotadas pelo governo federal, mesmo que tardiamente, como a redução da Selic e queda do spread bancário. Porém, segundo ele, para desenvolver o País no longo prazo é preciso enfrentar os principais gargalos brasileiros, que esbarram em reformas estruturais.

Rigotto sustenta que já que a reforma tributária não é de interesse da classe política ela deve ser defendida pelas centrais sindicais, e não somente pelos empresários, tendo em vista que se trata de um sistema injusto que representa perda de emprego e favorece a sonegação e a corrupção.

O ex-governador entende que somente a reforma tributária não basta, é preciso uma reforma política e um pacto federativo. "Precisamos fortalecer o município, fortalecer o Estado. Estas reformas vão permitir que o País avance mais", explicou. Ele opinou que é preciso exercer pressão sobre o Supremo Tribunal Federal para que vote a respeito das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIN), o que por consequência agilizaria as reformas desejadas.

Rigotto sugeriu ainda que estas reformas possam ser revistas por indicações de nomes da sociedade, numa Constituinte exclusiva, de forma paralela à atividade do Congresso Nacional.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC - Jornalista Greice D. Tedesco

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