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Diretor-presidente do MBC defende gestão da governança no Brasil

Gerais

Publicado em 18/01/2012

Erik Camarano sugeriu que empresários financiem programa de gestão pública - Foto: Julio Soares
Erik Camarano sugeriu que empresários financiem programa de gestão pública - Foto: Julio Soares

Um modelo de excelência de gestão com foco em resultados, a exemplo do que acontece nas maiores e melhores empresas privadas mundiais, é a solução para o desenvolvimento sustentável do Brasil. A proposta é do diretor-presidente do Movimento Brasil Competitivo (MBC), o economista Erik Camarano, convidado para a primeira reunião-almoço de 2012 da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC). Ele falou sobre "Revolução na gestão: o papel dos empresários e do governo" nesta quarta-feira (18) para empresários na entidade. "O Brasil não tem planejamento. Não sei que tipo de País a gente quer ser nem qual é o plano para os próximos 30 anos", afirmou Camarano.

Questões como reforma tributária, infraestrutura, logística, custo do capital, legislação ambiental, burocracia, legislação trabalhista e educação fizeram parte da lista dos obstáculos à competitividade brasileira que foram abordados pelo palestrante no evento. Porém, o que mais chamou a atenção dos convidados foi a defesa de Camarano pela melhora na gestão dos governos e a contribuição dos empresários nesse processo.

Conforme o diretor-presidente do MBC, é fundamental que os empresários cobrem dos governantes a mesma eficiência que existe na gestão da iniciativa privada. Para isso, ele propôs a governança pública, com base em três pilares: liderança, conhecimento técnico e processos.

Na opinião de Camarano, os empresários precisam fazer um trabalho de evangelização, convencimento e financiamento de um modelo de gestão de qualidade, de forma que prefeitura e governo do Estado prestem contas e apresentem resultados aos financiadores privados do projeto pelo bem da comunidade. Segundo ele, a exemplo de casos como o governo dos estados de Pernambuco, Paraná e Goiás, que implantaram o ‘Programa Modernizando a Gestão Pública' do MBC, os investimentos em gestão deixam um legado que não pode ser mensurado. "O ganho no ambiente de negócios é muito maior do que o investimento (das empresas). Mais do que passar o chapéu, as empresas podem apoiar na solução dos problemas, trocando experiências de sucesso de suas gestões. Dá trabalho, custa, mas vale a pena", sintetizou.

Em 11 estados, nove municípios e dois tribunais de justiça já apoiados pelo MBC, para um investimento da ordem de R$ 74 milhões, foi possível gerar R$ 14,2 bilhões de resultados, na forma de aumento da receita (sem novos impostos) e redução de despesa (sem paralisação dos serviços).

O economista ressaltou que existe uma geração nova de políticos que percebeu que gestão dá voto. Ao mesmo tempo, Camarano comentou que a imagem do empresário no Brasil não é boa. "Os empresários de forma geral estão preocupados com o coletivo, só que isso não aparece. É preciso dispor um pouco mais de tempo para a causa comum e investir na articulação com os governos. Gestão dá resultados gigantescos", definiu.

Em sua primeira reunião-almoço como presidente da CIC, Carlos Heinen destacou que o maior desafio do empresariado é o custo exacerbado da produção. Ele demonstrou preocupação com a perda da competitividade das empresas brasileiras, especialmente as locais, e com a crescente desindustrialização no Brasil causada, entre outros fatores, pela carga tributária elevada, altos custos de produção, pesados encargos sobre a mão de obra, infraestrutura e logística precárias e onerosas.

A próxima reunião-almoço está marcada para o dia 15 de fevereiro, quarta-feira. Em março os eventos retomam o calendário semanal e ocorrem nas segunda-feiras.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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