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Dom Alessandro Ruffinoni fala dos desafios da Igreja
Publicado em 24/11/2011
Os participantes do Café com Informação de novembro do Conselho da Mulher Empresária/Executiva da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) tiveram a oportunidade de conhecer melhor o bispo da Diocese de Caxias do Sul, Dom Alessandro Ruffinoni, na manhã desta quinta-feira (24). Ele palestrou sobre o tema "Dignidade da mulher e doutrina social da Igreja". Ruffinoni esclareceu que a palavra doutrina pode ser substituída por ensinamento ou orientação e não no sentido de dogma, de algo imutável. "A doutrina social da Igreja é um conjunto de vários escritos que compõem o pensamento da instituição, que podem ser encontrados no Evangelho ou na inspiração divina dos homens", sustentou.
Nas linhas mestras da doutrina estão: centralidade e dignidade da pessoa humana; prioridade do trabalho sobre o capital; o bem comum; o desenvolvimento integral; o papel do estado; propriedade privada (função social) e globalização da solidariedade.
Para o bispo da Diocese de Caxias do Sul, os novos tempos apresentam diversos desafios para a Igreja. Ruffinoni refletiu de que forma a instituição pode colaborar e influenciar a sociedade brasileira. "Como passar da concepção de caridade igual a esmola para assistência igual a caridade solidária, e ajudar a pessoa a encontrar dignidade por meio do trabalho? Como passar de uma política de mera assistência social a um programa sólido de políticas públicas? Como conciliar o País católico com a presença de desigualdades e injustiças sociais? Como superar o vírus do consumismo e do desperdício?", questionou ele.
Ruffinoni também explicou a origem da celebração do Natal. "Em lugar de adorar o sol, como os pagãos faziam, a Igreja inventou o Natal para adorar a Jesus Cristo, que é o sol que vem iluminar nossas trevas", destacou. Conforme ele, a data é importante porque traz um sentimento de fraternidade e esperança à humanidade. "Parece que a cada Natal a vida nasce de novo", concluiu.
O bispo respondeu perguntas polêmicas da plateia como: por que as mulheres não celebram missas, por que não se encontram mais padres para a confissão individual e por que os padres não constituem família? Ruffinoni justificou a liderança masculina da Igreja pela escolha de Jesus aos 12 apóstolos, disse que a confissão mais utilizada hoje é a coletiva, que ocorre no momento da celebração da missa, e defendeu que o celibato é uma opção de vida. "O médico não precisa estar doente para receitar o remédio. O mesmo ocorre com o padre, que pode falar sobre família, sem, necessariamente, ter uma", observou.
A presidente do Conselho da Mulher Empresária/Executiva da CIC, Rosane Demari, e a vice-presidente, Shirlei Omizzolo, aproveitaram a ocasião para fazer a entrega de pijamas à Casa Viva Raquel, adquiridos com a renda do evento Cinema do Conselho da Mulher, realizado em setembro.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC