Notícias
Baixo crescimento em vista para o Brasil e o mundo
Publicado em 07/11/2011
O vice-presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Carlos Henrique Horn, fez uma avaliação do cenário econômico mundial, brasileiro e gaúcho em palestra na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) desta segunda-feira (7). De acordo com ele, o cenário internacional se apresenta complexo e instável. As perspectivas são de baixo crescimento para a maioria dos países, excluindo a China, que segundo Horn, acabou se tornando uma locomotiva mundial, tendo a previsão de se tornar do tamanho dos Estados Unidos como potência financeira em 2020.
Entretanto, a situação da economia brasileira não o preocupa em curto prazo. Horn percebe que em um ambiente mundial de incertezas o Brasil assume uma postura conservadora e desacelera seu crescimento. "A questão é se teremos uma política de desenvolvimento de longo prazo. É preciso colocar no topo das prioridades o problema da desindustrialização, só assim vamos resolver o problema da economia em longo prazo", definiu Horn.
Analisando os indicadores de crescimento brasileiro dos últimos anos, Horn resumiu que o País tem voos de galinha, ou seja, tenta sair do chão, em um eterno vai e volta que não decola. Para ele, o setor externo sempre foi o calcanhar de Aquiles do Brasil. "As nossas reservas internacionais (em alta) nos permitem administrar pequenos choques externos. Mas o histórico de reação em tempos de crise é a moderação excessiva", argumentou.
Na concepção do vice-presidente do BRDE, existem instrumentos de curto prazo para responder bem ao período internacional instável entre os quais ele citou: redução das taxas de juros do BNDES, diminuição do recolhimento compulsório bancário, uso das reservas internacionais para agir no mercado do câmbio, redução da taxa Selic e abatimento de impostos.
O evento foi alusivo aos 50 anos do BRDE.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC