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Investimentos em educação, ciência e tecnologia são a solução para competitividade brasileira
Publicado em 17/10/2011
A Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul, por meio de sua diretoria de Negócios Internacionais, realizou na manhã desta segunda-feira (17) no auditório da entidade o 10º Seminário de Negócios Internacionais da Serra Gaúcha. Sob a temática "Inovação tecnológica nas exportações - a diferenciação do produto como estratégia para sair na frente", a abertura do evento ficou por conta do economista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Marcelo Portugal, que falou dos principais desafios internos e externos às exportações brasileiras, que são a tributação e a China, respectivamente. Ele definiu que investimentos em educação, ciência e tecnologia são a solução para competitividade brasileira no exterior em longo prazo, porém existe uma preocupação generalizada e imediatista dos empresários com o câmbio, quando ele é apenas um sintoma de um mal estrutural mais complexo. "Tem coisas fora do lugar no Brasil como a educação básica, a ciência e tecnologia e a logística. A discussão tem que ser centrada no foco do problema", argumentou.
Para Portugal, a tecnologia, o câmbio artificialmente controlado (viabilizado por um sólido superávit fiscal), a produção em escala, a boa logística, a mão de obra barata e os impostos menores tornam impossível a competição com a China. Embora às exportações do Brasil tenham crescido a partir do ano 2000, o economista indicou que este crescimento foi muito lento. O País está em 22º lugar entre os países mais exportadores, o que representa somente 1,3% de participação mundial, enquanto a China lidera o ranking com 10% do total.
Ele finalizou ressaltando que para exportar mais produtos é preciso: câmbio real, salário real, logística, vantagens comparativas (recursos naturais, tecnologia) e volume de importação. "Os maiores exportadores são também os maiores importadores. É preciso ter uma economia aberta. Sei que ninguém gosta de concorrência, mas é importante para aumentar o fluxo de comércio", frisou.
Na sequência, o diretor da Grano Alimentos Edi Luiz Deitos apresentou o case de sucesso da empresa exportadora de alimentos congelados, com foco no segmento de vegetais e semi industrializados supergelados. Para atender ao segmento food service, Deitos explicou que os produtos podem ser consumidos em qualquer época do ano, sem perder as propriedades e de forma 100% natural. A Grano Alimentos produz atualmente 1.500 kg/h e 450 ton/mês. Para 2013 a empresa projeta uma produção de 3.000 kg/h.
O gerente comercial da Inova Sistemas Eletrônicos Cleber Bonatto falou de sua empresa, que trabalha com exportação de produtos na linha automotiva e industrial. Ele aproveitou também para dar dicas para quem deseja entrar no mercado internacional. "É preciso ter parcerias certas, adaptar-se a cultura do País, possuir ponto de distribuição nos lugares de atuação e pós-venda com assistência técnica local", pontuou. Conforme Bonatto, é fundamental ainda ter produtos com diferenciais e preços competitivos.
O último palestrante do Seminário foi o diretor da Tonederm Cristiano Paganin. A empresa que fabrica produtos nas linhas médica, estética, fisioterápica e genética, exporta desde 2004 para países como Equador, EUA, Venezuela, Quito, Peru, Argentina, Panamá, República Dominicana e Indonésia. Paganin explica que a estética brasileira é reconhecida no mundo todo o que facilita e abre mercados externos. "A maioria dos contatos que fiz no exterior foram em feiras. Nesses eventos é possível fazer negócios com países do mundo todo. Não tenham medo de arriscar", sugeriu ele.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC