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Crise na Europa coloca Brasil em evidência no mercado internacional

Gerais

Publicado em 17/10/2011

O mercado doméstico brasileiro será alvo de um ataque sem precedentes. A previsão foi feita pelo Conselheiro de Administração da Marcopolo S.A. José Antônio Fernandes Martins durante palestra na reunião-almoço desta segunda-feira (17). De acordo com ele, a crise nos Estados Unidos e Europa está diminuindo o Produto Interno Bruto (PIB) das grandes potências mundiais, e, para manter o desenvolvimento, eles vão explorar países emergentes como o Brasil. "Nossas empresas precisam estar preparadas, pois todos querem sair da crise e para sair é preciso vender mais, exportar e crescer", salientou Martins.

Conforme Martins, poucos mercados internacionais estão mais bem posicionados que o Brasil para resistir à crise mundial porque o País possui estabilidade política, reserva de moeda estrangeira de US$ 352 bilhões, endividamento externo zero, sistema financeiro sólido e capacidade significativa de tomar medidas de estímulo à economia, como as adotadas no Programa Brasil Maior.

Quanto ao tema da palestra "mercados internacionais, é possível prever?", Martins afirmou que devido, a instabilidade mundial, somente um vidente poderia arriscar uma previsão. Na avaliação dele, a crise é inteiramente de confiança, ou seja, não existe confiança nem nos líderes, nem nos resultados, o que resulta. "Há um receio de um efeito dominó na economia mundial", observou.

O Conselheiro da Marcopolo lamentou a desindustrialização crescente, fruto da importação de produtos de países emergentes, especialmente a China, defendeu a desoneração de tributos para todos os segmentos da economia e cobrou maiores investimentos em logística e infraestrutura para aumentar a competitividade das empresas.

Para ele, os exportadores precisam concentrar-se em produtividade, modernização de equipamento, internacionalização e principalmente em inovação. "Nós temos que ser diferentes do que éramos no passado. Embora em crise, os Estados Unidos é a maior economia do mundo e o mais confiável ‘porto seguro'. Eles têm mil Steve Jobs por lá", definiu Martins.

O evento encerrou a programação do 10º Seminário de Negócios Internacionais da Serra Gaúcha.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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