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De olho no caixa

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Publicado em 29/08/2011

Harro Burmann falou de sua trajetória de estagiário a presidente da Dana América do Sul - Foto: Marina Granzotto
Harro Burmann falou de sua trajetória de estagiário a presidente da Dana América do Sul - Foto: Marina Granzotto

Noções básicas de administração visando ao lucro foram enfatizadas pelo presidente da Dana na América do Sul, Harro Burmann, palestrante da reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), desta segunda-feira (29). Burmann comentou que a empresa multinacional - fabricante de sistemas e componentes para a indústria automobilística - quebrou durante a crise, em 2009, porque não sabia administrar seu caixa. "A coisa mais importante de uma empresa é o caixa. A segunda é o fluxo de caixa. É simples assim", explicou. O CEO da empresa na América Latina enfatizou que a crise foi uma oportunidade para a reestruturação interna.

Ao assumiu a presidência da Dana em 2008, ele tinha o desafio de coordenar as atividades na América do Sul, ampliar mercados, unificar o sistema nos países da região onde a Dana atua e liderar a empresa no aumento de lucratividade. "Tivemos que emagrecer", brincou ele referindo-se aos cortes que foram feitos, incluindo cargos de alto escalão. Com uma estrutura mais enxuta e eficiente foi possível bater recorde de produção seguindo o princípio de "fazer mais com menos".

À frente da empresa, Burmann conseguiu um crescimento de 9.752,5% das ações da Dana, no período de março de 2009 até julho deste ano. No auge do sucesso e com 22 anos de empresa ele já trabalha com um plano de sucessão. Na concepção de Burmann, a grande missão do CEO é montar um time de talento e fazer a reposição das lideranças para oxigenar a empresa. "A gente tem que fazer história e sair", frisou.

Com relação à crise internacional e seus efeitos sobre o País, o presidente da Dana na América do Sul mostrou-se bastante positivo em curto prazo. "Eu não acredito em crise aqui. Vamos ter que trabalhar para caramba, mas até 2014 ganharemos muito dinheiro. O grande problema é o que acontece depois", observou. Economicamente, para Burmann, o Brasil já é o País do amanhã. Mas, ao mesmo tempo, questiona politicamente: "quando é que nós seremos um país sério?".

A reunião-almoço lançou oficialmente o 23º Fórum de Administração da Associação dos Administradores da Região Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul (Aanergs).

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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