Notícias

Empresários e contabilistas caxienses conhecem benefícios das normas internacionais de Contabilidade

Gerais

Publicado em 22/08/2011

Vice-presidente do Conselho Regional de Contabilidade do RS Tanha Schneider destacou vantagens na CIC. Foto Júlio Soares
Vice-presidente do Conselho Regional de Contabilidade do RS Tanha Schneider destacou vantagens na CIC. Foto Júlio Soares

Contabilistas e empresários ouviram atentos as novidades na área contábil informadas pela vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul, Tanha Maria Lauermann Schneider, palestrante da reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) desta segunda-feira (22). Os quase 500 mil brasileiros que atuam na área estão tendo que se adequar ao padrão internacional de contabilidade desde 2010, ano em que foi instituída legislação nacional. Com as mudanças "a informação contábil adquire maior qualidade. Se torna mais compreensível, relevante, confiável e comparável", resumiu a contabilista.

Tanha esclareceu ainda que os principais benefícios são a padronização internacional (mais de 100 países já utilizam o sistema); linguagem contábil global para servir de base nas negociações; imediata utilização pelo público internacional; aumento do fluxo de capitais para as empresas brasileiras; e redução de custos de adaptação dos relatórios financeiros.

Ela ressaltou ainda que a partir da adoção das novas normas o profissional de contabilidade precisa estar lado a lado com o empresário. "O empresário deve compartilhar com o profissional os planos da administração, porque ele terá que antecipar cenários para fazer um balanço real e completo da empresa", argumentou. De acordo com a vice-presidente do Conselho Regional de Contabilidade do RS, é provável que em 2012 as empresas sejam penalizadas caso os profissionais responsáveis pela contabilidade não adotem as normas internacionais.

O que muda com adoção das normas internacionais de contabilidade

Ativos: só serão reconhecidos e mantidos na contabilidade se eles ainda vão gerar valor para a empresa. As análises devem ser periódicas.

Bens do imobilizado (máquinas): o balanço da empresa deve apresentar o valor do bem (sem custo financeiro) e acrescidos todos seus custos até funcionamento, depreciando pelo prazo real de vida útil estimado e deixando uma estimativa de residual final. É necessário possuir um controle físico e financeiro dos bens da empresa (controle patrimonial); efetuar a análise do valor contábil, da vida útil, do valor residual e desta forma buscar uma maneira de ajustar tal situação (internamente ou através de especialistas); lembrar que está vedada a reavaliação; lembrar que é necessário fazer controles para fins fiscais (não houve qualquer alteração fiscal em relação à dedutibilidade das depreciações); revisar a posição existente, no mínimo uma vez por ano (preferencialmente no encerramento do exercício).

Provisões/Contingente: verificar enquadramento (remoto, possível ou provável) - com análise do procurador jurídico da empresa e ou da administração e registrar se for possível ou provável. É necessário fazer provisão de riscos trabalhistas e de garantias.
Ajuste a valor presente: trazer os títulos de longo prazo e/ou relevantes a valor presente. Os custos e receitas financeiras não devem integrar o valor das vendas ou das compras.

Estoques: reconhecer pelo custo ou preço de venda excluídos os custos para concluir a produção e custos de venda e ainda aplicar teste de recuperabilidade.

Arrendamento mercantil (Leasing): registrar o valor do bem e reconhecer a dívida que foi contratada (se tiver características de leasing financeiro).

Propriedade para investimento: registrada pelo custo e após pelo valor justo (mercado) do bem.

Ativo intangível: registrados em grupos separados.

Notas explicativas: não devem ser apenas narrativas, pois ganharam relevância. Devem apresentar julgamento da administração e informações sobre as principais fontes de incertezas de estimativas, ou seja, pressupostos relativos ao futuro.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

Galeria de imagens

Publicidade