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Gilberto Pepe Vargas ouve reivindicações da classe empresarial
Publicado em 15/08/2011
Depois do senador Paulo Paim (PT/RS), agora foi a vez do deputado federal Gilberto Pepe Vargas (PT/RS) ouvir as demandas dos empresários de Caxias do Sul, preocupados com a concorrência internacional predatória à indústria brasileira. Promovido pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta segunda-feira (15), o encontro com o parlamentar reuniu presidentes e representantes dos Sindicatos Patronais, que expuseram as principais reivindicações de cada setor e debateram medidas como o Plano Brasil Maior, lançado no início do mês e que reduz a alíquota do INSS de setores sensíveis ao câmbio e à concorrência internacional e intensivos em mão de obra, como confecções, calçados, móveis e softwares. Em contrapartida, será cobrada uma contribuição sobre o faturamento com alíquota a partir de 1,5% de acordo com o setor.
Em comum, o pedido ao deputado Pepe Vargas para que interfira, por meio de sua atuação na Câmara Federal, nas medidas que impedem o pleno desenvolvimento da economia, como a elevada carga tributária, política cambial, alto custo da mão de obra e normas de caráter fiscal. O empresário João Paulo Reginatto, do setor têxtil, sugeriu que o País deve buscar isonomia com concorrentes internacionais, devido ao alto grau de interdependência entre as economias mundiais. Segundo ele, todos os setores, em maior ou menor grau de intensidade, serão atingidos pelo processo de desindustrialização. "O Brasil é um país muito grande para se desindustrializar", afirmou Reginatto.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e Malharias (Fitemasul), Carlos Graça de Araújo, reforçou o pedido, ressaltando que a concorrência com os produtos importados vai acabar forçando o desemprego no setor. "O Brasil está deixando de crescer e os empregos que não são gerados aqui estão sendo gerados na China", exemplificou.
O presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, João Antônio Leidens, voltou a pedir regras trabalhistas mais adequadas a cada setor. Segundo ele, o setor hoteleiro e de gastronomia precisa trabalhar nos fins de semana, mas muitas vezes é impedido pela legislação. Ele também mencionou projetos de lei que, se aprovados, dificultarão a atividade do setor e a viabilidade dos negócios, especialmente das micro e pequenas empresas.
O deputado federal Pepe Vargas observou que a solidez da economia brasileira hoje é maior do que no passado e que o ajuste das contas públicas é melhor do que em anos anteriores. O comprometimento da dívida hoje é 39% do PIB, mas há alguns anos este percentual chegou a cerca de 60%, ilustrou Pepe Vargas. Enquanto Apesar disso, acrescentou, as dificuldades no comércio exterior persistem. Segundo ele, o desejo do governo era de aplicar a desoneração da folha para todos os setores da economia, mas não o fez porque o espaço fiscal ainda é pouco reduzido. Pepe Vargas admitiu que alguns setores terão sua carga tributária aumentada em função da nova política industrial, mas o objetivo do Plano Brasil Maior não é elevar a arrecadação, frisou o deputado.
O presidente da CIC, Milton Corlatti, ressaltou a importância destes encontros e disse que o objetivo da entidade com eles é aproximar a classe empresarial caxiense dos seus representantes políticos para apresentar demandas e impressões sobre o cenário econômico.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC