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Inovar é mais lucrativo, afirma especialista na CIC Caxias do Sul
Publicado em 08/08/2011
O Brasil é um País inovador? A inovação é lucrativa? O que é preciso para inovar? Estas e outras questões foram respondidas pelo coordenador do Programa de Estudos do Futuro (ProFuturo), o doutor em Administração James Wright, na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) desta segunda-feira (8). O evento abriu a programação do 2º Fórum de Inovação da CIC.
A partir do conceito de que inovação é transformar ideias novas em produtos, serviços ou modelos de negócios que gerem valor de modo sustentável, Wright afirmou que "inovar é realmente lucrativo quando bem feito desde a escolha dos projetos até a execução". Segundo ele, um estudo a partir de 108 lançamentos no mundo comprovou que inovar é mais lucrativo do que outras estratégias mercadológicas. 14% destes 108 eram projetos inovadores e juntos eles representaram 61% do lucro do total de lançamentos.
Para o especialista o perfil de uma organização criativa mostra que ela é orientada para o futuro, tem capacidade de adaptação, valoriza a diversidade e os projetos inovadores, respeita o indivíduo, tolera o erro, possui autonomia e flexibilidade e incorpora novos procedimentos. "Não dá para ter medo de errar. Para pensar novos modelos de negócios, a empresa tem que pensar criativamente, abrir-se para a diversidade, admitindo jovens com ideias perturbadoras e pessoas de outros países. As visões criativas são maiores", sugeriu Wright. Para ele, muitas ideias são deixadas de lado por parecerem estapafúrdias, mas se elas não forem consideradas não será possível inovar.
Os princípios fundamentais para a criação de novos modelos de negócios passam pela redefinição das fronteiras do mercado; pela busca de demanda fora do mercado existente; pelo foco no valor e em novas fontes de receita; pela competência na execução; por um modelo próprio de negócio, que não seja tradicional e com proposta de valor diferente; e por uma estratégia clara, focada e comunicável. "Olhe para outras indústrias e outros nichos. A inovação radical vem da periferia do mercado", comentou.
Ainda segundo James Wright, para inovar, as organizações devem eliminar fatores tradicionais que podem ser abolidos do seu negócio, reduzir fatores de produção que podem ficar abaixo do padrão usual; criar novos fatores de atração que não são oferecidos pelo setor e aumentar elementos que gerem valor, para ficarem muito acima do padrão do setor. De acordo com ele, "é preciso olhar o futuro e entender as mudanças do mercado".
O Brasil é um País inovador, mas para enfrentar os desafios da inovação o Brasil precisa aumentar investimentos em pesquisa e desenvolvimento dos atuais 1,42% do PIB para 2%, na opinião de Wright. Além disso, precisa utilizar mais as ferramentas como a Lei de Inovação e a Lei do Bem, integrar mais os setores público e privado, universidades e empresas e transformar o conhecimento científico gerado no Brasil em produtos, processos e serviços que aumentem a qualidade de vida e riqueza nacional. Inovação, segundo o palestrante, pressupõe o uso de parcerias para agregar serviços, informações e suporte.
O 2º Fórum de Inovação da CIC prossegue até as 21h30 desta segunda-feira e amanhã, dia 9.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC