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CIC vai buscar união dos municípios para viabilizar novo aeroporto da Serra Gaúcha
Publicado em 20/05/2011
A um dia do prazo final estipulado pelo governador Tarso Genro para anunciar oficialmente o local do novo aeroporto da Serra Gaúcha, o secretário de Infraestrutura e Logística do Estado, Beto Albuquerque, apresentou nesta sexta-feira (20), na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), detalhes dos estudos que embasaram a decisão pela área de Vila Oliva. Diante de várias lideranças empresariais, políticas e imprensa, Beto Albuquerque assinou o relatório técnico e o entregou ao presidente da CIC, Milton Corlatti. O secretário sugeriu a formação de um grupo de trabalho composto pelo governo estadual, Prefeitura e Câmara de Vereadores de Caxias do Sul e dos principais municípios da Região, Corede Serra, universidades e entidades empresariais com o objetivo de elaborar e apresentar ao governo federal e à iniciativa privada o projeto de construção do novo aeroporto, ideia que ganhou o apoio de Milton Corlatti.
O presidente da CIC revelou que na próxima semana iniciará um movimento para unir os municípios vizinhos em torno do projeto. "A hora é de somar esforços e fazer com que a obra tenha início, porque este aeroporto irá servir toda a Região Nordeste do Estado e não apenas Caxias do Sul. Vamos montar uma equipe de trabalho que busque formas de viabilizar as fases de implantação do empreendimento." Para Corlatti, a definição por Vila Oliva demonstra a força da economia regional, que necessita de melhor infraestrutura para se expandir e se desenvolver sem limitações.
O secretário Beto Albuquerque afirmou categoricamente que a decisão foi 100% técnica e que não houve nenhuma razão política na escolha definitiva. "Não admitiremos qualquer ponto de dúvida sobre este estudo que fizemos com total isenção. Refuto qualquer ilação de decisão política e qualquer argumento que queira desqualificar este trabalho. A consistência deste relatório é inquestionável", declarou.
Acompanhado do diretor do Departamento Aeroportuário do Estado (DAP), Roberto Barbosa de Carvalho Netto, responsável pela exposição do relatório, o secretário Beto Albuquerque disse que um aeroporto nos padrões que se imagina - com capacidade para cargas, com um pátio que comporte ao menos seis aeronaves ao mesmo tempo, livre de afetações urbanas, com menor impacto ambiental e de movimentação de terras, com espaço para uma segunda pista, entre outras vantagens em relação a Monte Bérico - só poderá ser construído numa área como a de Vila Oliva. Para ele, estas condições foram determinantes. Segundo garantiu, do ponto de vista técnico, a construção de um aeroporto deste porte é impossível no sítio aeroportuário de Farroupilha. "A tese da descentralização apresentada por Farroupilha é respeitável, mas um aeroporto não se faz só com tese, mas com a concretude da engenharia. Vila Oliva é a única área que permite um grande aeroporto, com visão e perspectiva de futuro", frisou o secretário.
Com um custo estimado mínimo de R$ 150 milhões, sem considerar os valores referentes às desapropriações de áreas e investimentos no acesso rodoviário, o novo aeroporto, de acordo com o secretário, requer recursos do governo federal. Entre as fontes financiáveis, o estudo aponta o Programa Federal de Auxílio aos Aeroportos (Profaa), a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), o Orçamento Geral do Estado, as Parcerias Público-Privadas (PPP) e implantação e exploração pelo regime de concessão. O Orçamento estadual de 2001 já prevê aproximadamente R$ 10 milhões ao aeroporto, que, segundo Beto Albuquerque, podem ajudar nos estudos necessários para dar início à implantação do projeto.
O prefeito de Caxias do Sul, José Ivo Sartori, lembrou que 445 hectares do sítio aeroportuário de Vila Oliva já estão gravados no Plano Diretor do município e anunciou que uma das primeiras medidas a serem tomadas é declarar a área como sendo de utilidade pública. Beto Albuquerque sugeriu ao prefeito que o Plano Diretor agregue as áreas adjacentes do sítio, inserindo as devidas proibições para edificações ou quaisquer outros obstáculos que impeçam a instalação dos equipamentos necessários ao aeroporto.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC