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"Para ser gestor é preciso gostar de gente", declara consultor empresarial

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Publicado em 02/05/2011

José Luiz Bichuetti explica porque gestão de pessoas não é com o Recursos Humanos. Foto Julio Soares/Objetiva.
José Luiz Bichuetti explica porque gestão de pessoas não é com o Recursos Humanos. Foto Julio Soares/Objetiva.

O executivo é o real responsável pela gestão de pessoas nas organizações. A afirmação é do sócio da ValuePoint Consultoria de Gestão Empresarial, e autor do livro "Gestão de Pessoas não é com o RH", José Luiz Bichuetti. Ele foi o palestrante da reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) desta segunda-feira (2). Bichuetti defende um departamento de Recursos Humanos forte e estratégico, que sente à mesa e seja parceiro nas decisões. Para o consultor, o gestor, a principal liderança das organizações, deve ter um pré-requisito básico: gostar de gente. Sendo assim, ele deve se certificar que os colaboradores terão a oportunidade de crescer pessoal e profissionalmente na organização. Desta forma, ele vai construir equipes de valor e alto desempenho, com a estratégia e consciência de que elas são a energia que move a empresa.

Bichuetti evidenciou algumas práticas importantes para a missão de coordenar pessoas, tais como: atitude de detectar e reter talentos; definir o perfil e competências para os cargos; dar retornos de comportamento e desempenho (feedback) às pessoas, inclusive após a decisão de não contratar; construir processo de avaliação do desempenho de cada colaborador e de sua área; saber demitir sem desmotivar; conhecer os membros da equipe a ponto de saber os treinamentos necessários para cada indivíduo; fazer os profissionais de RH se movimentarem dentro da empresa e vice-versa para troca de informações; e envolver e comprometer os colaboradores na solução dos problemas e em todos processos. Quanto às demissões, o consultor defende ferozmente que esta é uma tarefa do gestor e não do profissional de RH. Na concepção dele, ao demitir, o gestor deve ter a coragem necessária para fazê-lo, baseado na tranquilidade de ter sugerido em outras oportunidades melhorias que não foram adotadas pelo colaborador.

"Trate gente como gente. Se elas sentem que estão vivendo profissionalmente algo que sonhavam, elas não só vestem a camiseta como tatuam no corpo a marca da empresa", salientou o escritor. Bichuetti destacou que motivar pessoas é lidar com emoções e para isto é preciso entender os motivadores de interesses delas. Ele comentou ainda que está em ascensão a cultura de valorização dos funcionários no Brasil, haja vista que muitas empresas estão expondo internamente os balanços de receita e despesas e implementando índices de participação de lucros.

Bichuetti falou ainda sobre a geração Y, composta por jovens de 20 a 30 anos. Ele os definiu como imediatistas, irreverentes e que dão conta de diversas tarefas ao mesmo tempo. "É preciso capitalizar o que essa geração tem de melhor e aproveitar o talento que eles têm", comentou.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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