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Agronegócio ainda recupera perdas com estiagem e queda nos preços

Gerais

Publicado em 23/10/2007

O PIB da agronegócio cresceu 2,94% de janeiro a setembro deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto, no mesmo período, o PIB da agropecuária já atingiu um crescimento de 5,26%. No entanto, este desempenho ainda é insuficiente diante da perda acumulada com a estiagem de 2005 e a crise dos preços em 2006, além do endividamento do setor. A opinião é do presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, que palestrou na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta segunda-feira (22), como parte da programação do 6º Seminário de Negócios Internacionais da Serra Gaúcha.

De acordo com Sperotto, estimativas indicam que em 2007 o Valor Bruto da Produção deverá atingir US$ 199,78 bilhões, o que representa 12,78% a mais do que em 2006. No ano passado, o agronegócio gerou um PIB de US$ 244,4 bilhões e nas exportações totais do Brasil, o setor respondeu por US$ 49,4 bilhões, o equivalente a 36%.

Na pauta de exportação do agronegócio, o complexo soja ainda responde pela maior fatia: 18,8% em 2006. Em 1997, as exportações do complexo soja eram de 23,8%, seguidas pelo açúcar e álcool, com 7,8%, e das carnes, com 6,8%. No ano passado, estes dois últimos segmentos aumentaram suas vendas para o mercado externo, contribuindo, respectivamente, com 15,7% e 17,5% na pauta exportadora do agronegócio. A União Européia continua sendo o principal destino da produção agropecuária nacional. Para lá, o setor destinou 42,9% das exportações totais em 1997. No ano passado, este percentual ficou em 31,4%. As exportações para a Ásia, que é o segundo maior destino, cresceram de 15% para 19% neste mesmo período. Levantamento da Farsul aponta, de acordo com Sperotto, que na comparação entre janeiro e setembro de 2007 com o mesmo período do ano passado, a balança comercial do agronegócio aumentou 16,91%, totalizando US$ 36,6 bilhões.

Ranking
No ranking mundial, o Brasil ocupa o primeiro lugar em produção e exportação de açúcar, café e suco de laranja. Na exportação, o País ainda lidera em produtos como álcool, tabaco, complexo soja, carne bovina e carne de frango. O suco de laranja brasileiro, aliás, tem 82% de participação no comércio mundial, segundo os dados apresentados pelo presidente da Farsul.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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