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Chieko Aoki desafia Caxias do Sul a acreditar no seu potencial turístico

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Publicado em 14/09/2026

Conhecida como a “dama da hotelaria”, CEO da Blue Tree Hotels defendeu união, planejamento e hospitalidade - Foto: Júlio Soares/Objetiva
Conhecida como a “dama da hotelaria”, CEO da Blue Tree Hotels defendeu união, planejamento e hospitalidade - Foto: Júlio Soares/Objetiva

Caxias do Sul reúne condições para ampliar sua presença no turismo, mas precisa acreditar em seu potencial e mobilizar diferentes setores em torno de uma estratégia para o destino. A avaliação é da fundadora e CEO da Blue Tree Hotels, Chieko Aoki, que palestrou nesta segunda-feira (14) na RA (reunião-almoço) da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias). Conhecida como a “dama da hotelaria”, a empresária abordou o tema “Negócios que encantam: experiência e conexão como diferenciais para o futuro”. O encontro integrou a programação da Semana Municipal do Turismo. Após a palestra, Chieko participou de uma conversa com o diretor de Turismo da CIC Caxias e gerente de Relacionamento da Sicredi Pioneira RS, Daniel Hillebrand, e com o presidente da entidade, Ubiratã Rezler.

Ao relacionar o desenvolvimento da hotelaria ao desempenho do destino onde está inserida, Chieko ressaltou que o crescimento do setor depende da capacidade da cidade de atrair visitantes. A executiva, que acompanha a evolução de Caxias do Sul desde a chegada da Blue Tree à cidade, há mais de duas décadas, afirmou enxergar espaço para avançar. “O potencial que Caxias tem é incrível”, afirmou. Para ela, o passo fundamental é a própria comunidade reconhecer as possibilidades existentes. “O mais importante é vocês, de Caxias, acreditarem nisso”, acrescentou.

Chieko apresentou Singapura como exemplo de transformação econômica impulsionada pelo planejamento de longo prazo. Segundo ela, o país investiu na qualificação das pessoas e definiu setores estratégicos, entre eles turismo, finanças e atividade portuária. A CEO destacou ainda o planejamento contínuo do destino, a realização de grandes eventos e os investimentos em novas atrações como fatores capazes de ampliar permanentemente o fluxo de visitantes.

A empresária defendeu que Caxias do Sul faça um movimento semelhante de articulação, aproveitando uma base econômica já consolidada. Além da força industrial, apontou oportunidades para desenvolver novas atividades ligadas ao turismo e destacou a importância de uma estrutura voltada a convenções e grandes eventos para atrair públicos e movimentar a economia.

Para Chieko, no entanto, infraestrutura e atrativos não bastam para consolidar um destino. A hospitalidade é um elemento determinante para estabelecer vínculos e fazer com que o visitante queira retornar. Na Blue Tree, essa concepção é traduzida pelo método “Alma Blue Tree”, que associa o bem receber ao cuidado, à conexão e à construção de relacionamentos. A metodologia também prioriza o desenvolvimento das equipes e a influência positiva sobre os setores de hotelaria e serviços, segundo Chieko.

Durante a palestra, a executiva relatou situações vivenciadas nos hotéis da rede para mostrar como atitudes individuais podem transformar a experiência do hóspede. Entre os exemplos, citou uma camareira que escreveu à mão, em japonês, uma carta de despedida para um visitante depois de utilizar uma ferramenta de tradução. Em outro episódio, uma funcionária auxiliou espontaneamente uma hóspede com dificuldades de mobilidade. Para Chieko, comportamentos dessa natureza mostram uma característica brasileira que pode ser convertida em diferencial competitivo para o turismo, que é a capacidade de acolher e criar conexões.

Chieko reforçou a necessidade de uma mobilização coletiva e de uma visão de longo prazo para o setor em Caxias do Sul. Na sua avaliação, a cidade já dispõe de ativos importantes e poderia ter iniciado esse movimento anteriormente. “Caxias tem tudo para fazer melhor”, afirmou. A empresária ressaltou que a transformação depende principalmente das pessoas e da disposição de construir um legado para as próximas gerações.

Na abertura da RA, o presidente da CIC Caxias defendeu que o turismo seja tratado como uma atividade econômica estratégica para Caxias do Sul, capaz de gerar negócios, movimentar diferentes setores e ampliar as fontes de receita do município, que serão afetadas com a Reforma Tributária. Segundo ele, a cidade reúne ativos que permitem avançar nessa direção, integrando gastronomia, esporte, cultura, saúde e eventos à sua reconhecida força industrial. 

Ubiratã Rezler também abordou o cenário institucional brasileiro, destacando a necessidade de maior transparência e fiscalização na atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), diante da crise recente. O presidente da CIC Caxias ressaltou que a confiança nas instituições tem reflexos sobre os investimentos e o desenvolvimento econômico.

Fonte: Assessoria de Imprensa CIC Caxias, jornalista Marta Guerra Sfreddo (MTb6267)

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