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CIC Caxias recebe Felipe Camozzato para debate sobre participação política e relação entre público e privado

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Publicado em 30/03/2026

Deputado lançou o livro “Dois mundos” e defendeu maior engajamento nas decisões que impactam o ambiente econômico - Foto: Denise Suzin Borges
Deputado lançou o livro “Dois mundos” e defendeu maior engajamento nas decisões que impactam o ambiente econômico - Foto: Denise Suzin Borges

A Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias) recebeu, nesta segunda-feira (30), o deputado estadual Felipe Camozzato para a palestra da RA CIC Caxias, ocasião em que apresentou o livro “Dois mundos: o Brasil precisa acabar com o abismo entre o público e o privado” e promoveu uma reflexão sobre o distanciamento entre quem produz e quem decide no País.

A obra, conforme exposto pelo parlamentar, não se propõe a ser um tratado técnico, mas um convite à participação. “Na verdade, ele é uma provocação. Um convite à reflexão”, afirmou. Ao longo da apresentação, Camozzato sustentou que o afastamento da sociedade do debate público tem custos concretos, sintetizados na pergunta que norteia o livro: “Quanto custa o teu silêncio?”

Segundo ele, a ideia de que não se envolver com política é uma escolha neutra não se sustenta na prática. “Não participar da política é uma falsa escolha”, disse, ao argumentar que decisões tomadas no âmbito público impactam diretamente o cotidiano econômico e social. Na mesma linha, defendeu que a participação ativa da sociedade é condição para influenciar decisões e reduzir distorções estruturais.

O deputado apresentou o conceito central da obra ao contrapor dois ambientes distintos: o “Brasil que produz”, orientado por eficiência, mérito e resultado, e o “Brasil que decide”, responsável pela alocação de recursos e definição de regras. “O que separa o Brasil que produz do Brasil que decide?”, questionou, ao destacar que esse distanciamento compromete a qualidade das políticas públicas.

Camozzato também chamou atenção para a baixa presença de experiência prática no setor produtivo entre representantes eleitos. De acordo com dados apresentados, menos de 15% dos parlamentares têm vivência direta com a geração de empregos formais, o que, segundo ele, contribui para decisões desconectadas da realidade empresarial.

Ao abordar o cenário econômico, o parlamentar citou o aumento da carga tributária e do gasto público nas últimas décadas sem avanços proporcionais em áreas essenciais. “O imposto subiu, o orçamento público aumentou, mas a educação pública não melhorou seus índices, a saúde não melhorou seu atendimento”, afirmou, ao relacionar esse quadro à falta de participação mais ativa da sociedade no debate político.

Nesse contexto, reforçou que a aproximação entre os dois “mundos” é um dever coletivo. “É nosso dever aproximar o abismo entre o público e o privado”, destacou, ao defender maior protagonismo de empresários, trabalhadores e cidadãos na construção de soluções para o País.

Ao final da palestra, o deputado realizou sessão de autógrafos com os participantes da reunião-almoço.

Na abertura do evento, o presidente da CIC Caxias, Ubiratã Rezler, destacou a convergência entre o tema do livro e a atuação institucional da entidade. “Desenvolvimento econômico e social não se constrói em trincheiras opostas. Constrói-se com diálogo, com convergência e, sobretudo, com a disposição de construir sintonia entre o público e o privado”, afirmou. Rezler também criticou o encerramento da CPMI do INSS sem aprovação do relatório final, afirmando que a ausência de conclusões após meses de investigação enfraquece a resposta institucional a um problema grave e transmite à sociedade a percepção de impunidade.

Fonte: Assessoria de Imprensa CIC Caxias - Jornalista Marta Guerra Sfreddo (MTb6267)

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