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Eduardo Leite apresenta balanço e projeta novo ciclo de competitividade no RS

Gerais

Publicado em 19/02/2026

Ubiratã Rezler entregou carta com elenco de demandas ao governador Eduardo Leite - Foto: Júlio Soares/Objetiva
Ubiratã Rezler entregou carta com elenco de demandas ao governador Eduardo Leite - Foto: Júlio Soares/Objetiva

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou nesta quinta-feira (19), em Caxias do Sul, que o estado atravessa um ciclo de transformação estruturado em bases fiscais sólidas, ampliação de investimentos e melhoria do ambiente de negócios. Ao palestrar na reunião-almoço (RA) da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias), ele defendeu que o Rio Grande do Sul “está diferente”, com agenda estratégica de desenvolvimento e resultados mensuráveis em áreas como infraestrutura, segurança pública, educação e inovação.

Com o tema “Um Rio Grande diferente: transformação, competitividade e desenvolvimento”, Leite apresentou indicadores consolidados da gestão e sustentou que as mudanças não ocorreram por decisões pontuais, mas por planejamento. “O Rio Grande está diferente. Não está perfeito, não está com tudo resolvido, mas tem uma agenda de desenvolvimento. Não é por espasmos. É uma agenda estratégica, com ações nos pilares do desenvolvimento, na melhoria dos serviços públicos e do ambiente competitivo”, afirmou.

O ponto de partida, segundo o governador, foi o enfrentamento do desequilíbrio fiscal, cenário agravado por estiagens recorrentes, pandemia e a maior catástrofe climática da história do estado. A partir de reformas administrativa, previdenciária e tributária, adoção de teto de gastos, privatizações e adesão ao Regime de Recuperação Fiscal, o governo promoveu reequilíbrio das contas públicas, afirmou.

Dados apresentados por ele indicam queda consistente do peso das despesas previdenciárias e controle dos gastos com pessoal. Entre 2019 e 2025, o Rio Grande do Sul registrou o menor crescimento de despesa com pessoal entre os estados, 32,3%, abaixo da média nacional de 66,3% e do IPCA do período (39,2%).

Com as contas ajustadas, acrescentou, o estado ampliou o volume de investimentos. Em 2024, os investimentos empenhados atingiram R$ 6,4 bilhões, o equivalente a 10,7% da Receita Corrente Líquida, o maior índice em 25 anos. No acumulado recente, foram R$ 3,2 bilhões em transferências voluntárias a municípios entre 2019 e 2025.

No eixo da infraestrutura, Leite destacou R$ 46,1 bilhões em investimentos projetados nas privatizações e concessões concluídas e outros R$ 24,6 bilhões estimados em carteira. Para a Serra Gaúcha, citou o programa Caminhos da Serra Gaúcha (Bloco 3), com R$ 4,5 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos e previsão de duplicação de 67% dos trechos concedidos, abrangendo 271,5 quilômetros.

Também foram mencionados os aportes do Plano Rio Grande, voltado à resiliência climática, que soma R$ 12 bilhões em investimentos entre 2024 e 2025, incluindo R$ 6,35 bilhões para rodovias resilientes e R$ 1,03 bilhão para desassoreamento de rios e dragagem de hidrovias.

Na saúde, o governador revelou o aporte R$ 1,16 bilhão em infraestrutura hospitalar por meio do programa Avançar e R$ 5,3 bilhões em repasses a hospitais pelo Assistir (2021-2025). Em Caxias do Sul, o governador destacou a nova unidade materno-infantil do Hospital Virvi Ramos, com investimento de R$ 8,3 milhões, e anunciou a ampliação do centro cirúrgico do Hospital Geral, que demandará investimento de R$ 5 milhões.

Na educação, os números apresentados incluem R$ 987 milhões em obras escolares (2023-2026) e a expansão do Ensino Médio em Tempo Integral, que passou de 18 para 432 escolas, beneficiando mais de 50 mil alunos. Leite também destacou as obras no Instituto Estadual de Educação (IEE) Cristóvão de Mendoza, em Caxias do Sul, que passa por uma ampla recuperação, com investimento total de R$ 30 milhões. 

Além disso, a segurança pública foi apontada como um dos principais resultados da gestão. Entre 2017 e 2025, o estado registrou redução de 60% nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), 78% nas vítimas de latrocínio e 90% nos roubos de veículos, atingindo os menores indicadores criminais da série histórica por três anos consecutivos. Segundo Leite, foram preservadas 6.487 vidas no período. “Houve responsabilidade fiscal, houve planejamento, houve estratégia de gestão. Não é arrogância, são números”, afirmou.

Leite também enfatizou a redução da alíquota modal de ICMS para 17%, a extinção do DIFAL, simplificações tributárias e a digitalização de 96% dos serviços públicos no portal rs.gov.br. O estado aparece como líder em governo digital e ocupa o primeiro lugar em inovação no Ranking de Competitividade dos Estados (CLP, 2025), conforme os dados apresentados. Entre os projetos estratégicos, destacou a atração de R$ 1,25 bilhão em investimentos no setor de semicondutores e o Programa Hidrogênio Verde, com R$ 100 milhões para subvenção de quatro projetos.

CIC Caxias entrega demandas

Ao abrir o evento, o presidente da CIC Caxias, Ubiratã Rezler, afirmou que o encontro marca o início de um diálogo institucional contínuo com o governo estadual e ocorre em data simbólica para a cidade, na abertura da 35ª Festa Nacional da Uva.

Rezler reconheceu avanços, mas cobrou atenção aos gargalos históricos da Serra Gaúcha, especialmente em logística e infraestrutura. Durante a reunião, o presidente da entidade entregou ao governador um documento com demandas prioritárias do setor empresarial.

A correspondência sintetiza pleitos em seis eixos: competitividade e ambiente de negócios (ampliação de incentivos à inovação, simplificação regulatória e previsibilidade no licenciamento ambiental); política tributária responsável, com regulamentação da transação tributária; infraestrutura e logística, com prioridade para o Aeroporto Regional da Serra Gaúcha, Rota do Sol (RS-453), ERS-122, Porto Meridional e Terminal Ferroviário de Vacaria; sustentabilidade e resiliência climática; qualificação profissional e conectividade; e reforço no efetivo das forças de segurança em Caxias do Sul e Região.

“Infraestrutura nada mais é do que política de desenvolvimento. Sem ela, não há ganho de produtividade, não há redução de custos logísticos, não há atração de novos investimentos. Por isso, defendemos que a serra gaúcha receba um olhar ainda mais direcionado e estratégico do governo do estado. Somos uma das regiões que mais contribuem para o PIB gaúcho. Precisamos que essa contribuição seja acompanhada de contrapartidas estruturantes”, assinalou o presidente da CIC Caxias. 

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC Caxias - Jornalista Marta Guerra Sfreddo (MTb6367)

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