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09/09/2019 | DISCURSO

PRONUNCIAMENTO DO PRESIDENTE IVANIR GASPARIN NA REUNIÃO-ALMOÇO DE 9 DE SETEMBRO

Foto: Julio Soares/Objetiva
Foto: Julio Soares/Objetiva

Senhoras e Senhores,

Antes de qualquer outro assunto, gostaria de cumprimentar todos os administradores pelo dia de hoje, data dedicada a homenagear este profissional responsável por gerenciar uma organização, e que pode atuar em tão diferentes áreas. Ao cumprimentar o presidente da Associação dos Administradores da Região Nordeste do Estado – AANERGS – Emir José Alves da Silva – queremos que todos os profissionais da categoria se sintam prestigiados e homenageados neste nove de setembro.

Ainda como parte das homenagens à classe, lembramos que na próxima sexta-feira, dia 13, o Conselho Regional de Administração do Rio Grande do Sul entregará o Prêmio Mérito em Administração ao empresário Roberto Tonietto, da empresa Rodoil, associada à CIC. A solenidade vai ocorrer na sede da AABB, em Porto Alegre. Uma justa homenagem a este bem-sucedido empresário, a quem partilhamos nossos efusivos cumprimentos.

Também aproveitamos a oportunidade para manifestar nossa total solidariedade à Bitcom, nossa associada, pelo sinistro ocorrido no sábado. Importante nesta hora, além de prestar todo nosso apoio, que seus clientes tenham a máxima compreensão com os prejuízos que este incêndio possa ter causado. A CIC está inteiramente à disposição da Bitcom para o que se fizer necessário até o total restabelecimento de suas atividades.

Senhoras e Senhores!!

É uma alegria contar com a presença de todos neste dia em que comemoramos os 22 anos do Banco da Mulher em Caxias do Sul, uma instituição que nasceu aqui dentro da CIC - e que aqui continua até hoje - com a nobre finalidade de conceder crédito para quem deseja aumentar a renda, proporcionando melhores condições de vida para famílias, especialmente as de baixa renda.

Desejamos vida longa ao Banco da Mulher, e queremos expressar todo nosso agradecimento às voluntárias, incluindo a dona Nilva Randon, que nestes 22 anos dedicaram horas preciosas de suas vidas ao auxílio de pessoas que vieram em busca de microcrédito para impulsionar seus pequenos negócios.

À atual presidente, Silvana Dalle Grave e demais integrantes da gestão, nossos cumprimentos e o compromisso de continuar ajudando-as em sua nobre missão.

Importante referenciar que o Banco da Mulher de Caxias do Sul ainda é a única unidade ainda em operação em todo o Brasil. Todas as demais encerraram suas atividades por falta de voluntárias, fato que torna nossas empresárias bravas guerreiras desta louvável causa.

Ao apoiar o trabalho do Banco da Mulher, a CIC cumpre com um importante propósito social, que é a inclusão por meio do trabalho e da autossustentação, oportunizando dignidade por meio do trabalho.

Aliás, os propósitos que norteiam o banco da mulher nos levam a pensar na relevância das palavras “inclusão” e “pertencimento”. Na última década, a partir da vinda de uma nova leva de imigrantes para Caxias do Sul, assistimos a diferentes correntes de pensamento se manifestarem em nossa comunidade. Muitos expressam o sentimento de não pertencimento, sendo difícil de haver em Caxias do Sul uma integração social mais natural, enfrentando dificuldades como preconceito e discriminação.

Ao mesmo tempo em que, nos dias de hoje, seja algo inaceitável, é importante lembrar que Caxias do Sul é, predominantemente, formada por migrantes. Se você não é um migrante que veio de qualquer cidade, estado, ou de fora do país, você é filho ou neto de um.

É provável que a raiz desse sentimento de não pertencimento, que se revela nas rodas de conversas com amigos, em eventos sociais ou na hora de fazer negócios, esteja na cultura que forjou esta comunidade, forjando também uma leva de pessoas invisíveis.

Aqui, todo mundo quer ser protagonista, e poucos, de fato, se ajudam de forma espontânea e desinteressada. Nosso desejo de vencer, existente desde os imigrantes italianos, fez crescer Caxias do Sul. Acontece que este mesmo desejo de vencer tem afetado nossa maneira de trabalhar colaborativamente, que é a nova ordem econômica da atualidade.

Com tudo isso, quero deixar a seguinte pergunta: o que nós, como sociedade, podemos fazer para que todos, indistintamente, se sintam pertencentes a Caxias do Sul, acolhidos de fato?

Nossos avós entregaram para nossos pais um país melhor...nossos pais entregaram um país melhor para a minha geração... e será que a minha geração, que se preocupou apenas em trabalhar e produzir, está entregando um país melhor para nossos filhos? Fica a reflexão!!

A poucos meses do final da nossa gestão, estas são questões que nos preocupam enquanto diretoria, pois sabemos que há um impacto considerável no que entendemos como economia colaborativa, em que os parâmetros de competitividade são totalmente diferentes daqueles que conhecemos.

Os projetos colaborativos têm tido cada vez mais força ao redor do mundo, inspirando transformação do atual sistema, mesmo com as adversidades políticas e sociais que encontramos hoje.

São novas tendências e, com elas, novos cenários no horizonte. A busca por novos modelos de negócios requer que repensemos nosso modo de estar em sociedade. Se antes não era assim, agora as oportunidades foram ampliadas, e o que se espera é a construção de um mundo colaborativo, com relações mais humanizadas.

Precisamos inclusive ajudar a afrouxar esse tensionamento político e religioso que está havendo na cidade, estado e país, e que não é nada bom..., nunca foi!!

Vivemos em uma fase de transição – do analógico para o digital; da economia tradicional para a colaborativa e criativa; e tantos outros fenômenos sociais, econômicos e tecnológicos.

Que saibamos humanizar essas novas ondas inovadoras, nunca esquecendo que o ser humano, o homem, deve estar no centro de qualquer transformação.

Muito obrigado!!

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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