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09/04/2019 | DISCURSO

PRONUNCIAMENTO DO PRESIDENTE IVANIR GASPARIN NA REUNIÃO-ALMOÇO DE 8 DE ABRIL

Foto: Julio Soares/Objetiva
Foto: Julio Soares/Objetiva

Senhoras e senhores,

A reunião-almoço de hoje tem por objetivo valorizar o agronegócio, conferindo a este setor a importância que tem na economia de Caxias e região. Sabendo que, por exemplo, nosso município é o maior produtor de hortifrutigranjeiros do Rio Grande do Sul, e que temos uma indústria voltada para o agronegócio muito forte, entendemos que é preciso, de todas as formas possíveis, apoiar esta atividade econômica que dá sustento a tantas famílias.

E também por que entendemos que é preciso encurtar a distância entre o agronegócio e as decisões tomadas no centro do poder, motivo pelo qual o deputado federal Afonso Hamm, a quem mais uma vez agradecemos a presença, está hoje aqui. O deputado Afonso Hamm recebeu um documento elaborado com o apoio da Diretoria de Agronegócios da Casa com alguns pleitos da entidade para fomentar e fortalecer o setor em Caxias e região.

Aliás, na esteira do que foi dito, manifestamos nossa opinião de que a classe política tem que voltar a ser protagonista das decisões que exigem uma visão mais macro e de longo prazo aos problemas do país. E para isso, é preciso que esta mesma classe política tenha amplo conhecimento das realidades brasileiras, e também das particularidades de cada segmento econômico ou social para que as suas decisões não sejam meramente de gabinete. A classe política precisa entender toda a cadeia que será impactada com determinadas decisões, para que assim prevaleça o bem-senso e o bem-estar geral da sociedade.

Penso que a maior corrupção do Brasil é justamente a de difundir a ignorância intelectual, e, como entidade de classe, não podemos nos omitir da responsabilidade de alertar para o fato de que vamos colher amanhã o que plantarmos hoje.

Como exemplo, quantos de vocês se lembram quando o ex-presidente Carlos Heinen disse nesta mesma tribuna que pagaríamos, mais à frente, uma conta muito alta pela decisão do governo, em 2013, de baratear em quase 16% a conta de energia?

A disparada da conta de luz nos anos seguintes mostrou que a política de redução do preço deu errado. Mas o ex-presidente Carlos Heinen foi duramente atacado na época quando afirmou que a conta viria, e ela realmente veio!

Assim como acreditamos que logo virá a conta para a previdência municipal, alvo de uma reportagem na imprensa local. Quando chamamos a atenção para o fato de que haverá a necessidade de um bilhão de reais para os próximos cinco anos na previdência municipal, a CIC se antecipa a muitos problemas. E não tem como não se envolver ou não se posicionar a favor de uma reforma, não só como CIC, mas como cidadão, pois o problema só tende a aumentar, e não se espantem se a consequência seguinte for o parcelamento dos salários do funcionalismo público municipal.

O assunto é bastante preocupante, pois como teremos investimentos em segurança, educação e saúde no futuro?? A pergunta que fica é: o que está sendo feito para que isto não aconteça, qual a medida preventiva para evitar o colapso nas contas públicas do município?

Se a indenização no caso Magnabosco inviabiliza Caxias para os próximos 15 anos, este déficit da Previdência municipal inviabilizará a cidade para os próximos 30 anos, ou seja, são 45 anos de enormes dificuldades. Deixo esta colocação para reflexão de todos os senhores, e pergunto mais: a CIC deve ou não deve opinar sobre isso, deve ou não deve se omitir?

Muito obrigado!

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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