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16/01/2019 | ARTIGO

OPINIÃO: Para uma Caxias 4.0

Caxias do Sul se orgulha, e com razão, da importância de sua indústria. É ela que dá mais empregos e projeta o nome da cidade, nacional e internacionalmente. Daí a necessidade de muita atenção às profundas transformações que as atividades industriais estão experimentando em todo o mundo. É a assim chamada “indústria 4.0”, caracterizada pela maior automação e robotização e pela crescente utilização de novas tecnologias, como Internet das Coisas, Big Data, Inteligência Artificial e computação em nuvem.

Várias empresas caxienses já ingressaram nessas práticas, mas a dianteira tirada pelos competidores de países mais desenvolvidos torna maior o desafio para as indústrias brasileiras. A recente crise que afetou o nosso parque fabril, bem retratada nos relatórios da Diretoria de Economia, Finanças e estatística da nossa CIC, não teve a ver diretamente com esse choque tecnológico; foi mais o fruto amargo que nos tocou do desastre nacional dos governos petistas. Mas, a perda de 20 mil empregos foi uma amostra gritante da fragilidade das economias locais, em um mundo globalizado e competitivo.

O que vale ressaltar é que a resposta ao desafio não toca somente às empresas do setor, pois muitas das tecnologias utilizadas na indústria 4.0 dependem do entorno em que elas operam. Cada vez mais o sucesso delas (em alguns casos, a sobrevivência) dependerá de construirmos um ambiente mais propício, o que demandará um grande esforço coletivo como o que inspira o movimento comunitário MobiCaxias.

Sabe-se da necessidade da superação das conhecidas deficiências da infraestrutura física e logística, e de melhorar o tratamento governamental (impostos, incentivos, desburocratização). Mas, as características do choque tecnológico tornaram ainda mais importantes itens como a formação profissional (do ensino fundamental ao técnico e ao superior) e a interação entre universidade e empresas. E acrescentaram um novo e essencial: a disponibilização da conectividade (em banda larga de alta velocidade), que é indispensável ao acesso às tecnologias 4.0 e o primeiro passo para tornar Caxias uma cidade inteligente.

Fonte: Dagoberto Lima Godoy - Presidente do Conselho Superior da CIC Caxias

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