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Jornalista desvenda economia, cultura e hábitos da China

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Publicado em 16/10/2007

Ao ultrapassar a Alemanha, a China deverá entrar em 2008 como a terceira maior economia do mundo. E tudo indica que, mantido o ritmo de crescimento das últimas duas décadas, em poucos anos o poderoso Dragão Chinês deixará Japão e Estados Unidos para trás. A observação foi feita pelo jornalista Aurélio Decker, que palestrou na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) na segunda-feira (15) sobre ameaças e oportunidades.

Em três viagens que fez à China, intercaladas entre 1994 e 2005, Decker conferiu de perto as condições de vida e de trabalho dos operários chineses, e o que pensam e como agem os empresários daquele país. "O chinês não tem sentimento de repúdio a nenhum tipo de tarefa. Faz com honra porque tem orgulho de ter um trabalho". De acordo com Decker, o chinês é feliz e trabalha com dedicação e entusiasmo, apesar das condições insalubres e de uma jornada de 12 horas por dia durante seis dias por semana, ou de 11 horas por dia e nenhuma folga.

Diretor do Grupo Editorial Sinos, o jornalista lembrou a crise vivida pelo setor calçadista do Vale dos Sinos quando a China passou a exportar sapato para o mundo todo a um preço muito mais competitivo do que o produto brasileiro. "Subestimamos os chineses", comentou Decker. Mão-de-obra barata e baixa carga tributária, hoje em torno de 16% do PIB, estão entre os fatores que determinaram ao Brasil a perda do mercado externo. "Incentivos de toda ordem são dados para as empresas porque elas empregam", revelou o palestrante.

Segundo Decker, a China tem empresas mais modernas do que as brasileiras, mas a maioria está no passado. "Mas elas vão evoluir", aposta ele. No entanto, por conta do acelerado crescimento econômico, o país enfrenta sérios problemas com a geração de resíduos. O maior desafio da China, na opinião do jornalista, será a poluição.

Ao iniciar sua palestra, Decker disse que trazia um elogio do embaixador da China no Brasil, Chen Duqing, com quem se encontrou. Duqing - que esteve na CIC em outubro de 2006 para palestrar na reunião-almoço - disse que se o Brasil adotasse o empreendedorismo e o vigor da economia de Caxias do Sul, o País não precisaria ter medo da China.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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