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Feijó critica aumento de impostos e incompetência na gestão do dinheiro público

Gerais

Publicado em 09/10/2007

Por que o Brasil cresce pouco economicamente? E por que o Rio Grande do Sul cresce menos ainda? A resposta, para o vice-governador gaúcho, é simples: falta postura para o crescimento. Paulo Afonso Feijó, que foi o palestrante da reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta segunda-feira (8), afirmou que faz mais de 10 anos que as grandes oportunidades não estão no Rio Grande do Sul graças à incompetência dos governos gaúchos. O empobrecimento se acentuou nos últimos anos e o que mais houve foi uma grande transferência de renda do setor privado para o setor público, sem a contrapartida de investimentos, principalmente nos setores estratégicos da economia, afirmou.

A crítica contundente não poupou nem mesmo o governo do qual faz parte. Feijó reafirmou que vai trabalhar contra o aumento de imposto proposto pela governadora Yeda Crusius porque acredita que medida só reduz o poder de compra da população. "O ICMS é o imposto mais injusto que existe, quem mais paga é quem tem menos renda", ressaltou. Para o "empresário que está vice-governador", a carga tributária penaliza quem verdadeiramente trabalha, corre riscos e empreende. Ele comentou que o governo administra e gasta mal os recursos arrecadados e investe quase nada em segurança, educação, saúde e infra-estrutura.

Paulo Feijó disse que vai continuar defendendo o estado eficiente e que junto com seu partido, o Democratas, vai apresentar à governadora soluções para tirar o Rio Grande do Sul da crise sem precisar aumentar impostos. "Continuarei defendendo redução da carga tributária, por isso aceitei entrar na política partidária e ser vice-governador da então candidata Yeda Crusius. Desta forma me portarei até o último dia do nosso governo", sustentou Paulo Feijó.

Em relação à perda de competitividade do Estado, Feijó foi enfático ao afirmar que ninguém está disposto a pagar um real a mais por um produto só porque ele foi fabricado no Rio Grande do Sul. Segundo o vice-governador, a voracidade fiscal e o tamanho do Estado o torna um sócio oculto, presente em todas as atividades. "Quem está comendo 40% deste almoço é a boca invisível do governo", ilustrou Feijó. Para ele, ou o Rio Grande do Sul se torna um estado competitivo ou cada vez mais as empresas, até mesmo aquelas com raízes aqui, vão embora. Sobre a guerra fiscal, disse que se um estado tem uma alíquota menor, o Rio Grande do Sul tem que ter igual ou menor para ser competitivo. "Temos as maiores alíquotas de ICMS do País e este é o pior estado para se empreender", criticou.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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