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Avançam negociações da Rodada de Doha

Gerais

Publicado em 03/10/2007

A Rodada de Doha das negociações da OMC começou em novembro de 2001, na capital do Qatar, na Península Arábica, com a intenção declarada de diminuir as barreiras comerciais em todo o mundo, por meio da abertura dos mercados agrícolas e industriais com foco no livre comércio. A explicação dada pelo conselheiro de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiergs, Frederico Behrends, procurou situar os participantes da reunião-almoço desta segunda-feira (1º) sobre as oportunidades e ameaças deste acordo multilateral que envolve todos os 151 países membros da OMC. Seus representantes esperam concluir as negociações em janeiro de 2008 e oficializá-las em junho do mesmo ano. A previsão é que as regras da Rodada de Doha entrem em vigor a partir de janeiro de 2009.

Hoje, os principais pontos de discussão da Rodada de Doha são o acesso aos mercados agrícolas, os subsídios agrícolas americanos e europeus e as reduções tarifárias dos países em desenvolvimento. "Toda rodada tem um jogo", afirmou Behrends.

No estágio final de Doha, representantes dos governos americano, comunidade européia, Brasil e Índia, o G4, decidiram levar o acordo a um novo patamar, e hoje a proposta conciliatória na mesa da OMC prevê um coeficiente entre 19 e 23 para a indústria e redução de 66% a 85% nos subsídios agrícolas, com redução tarifária média de 50%. Para o conselheiro da Fiergs, os resultados de Doha para o Rio Grande do Sul podem ser compensados com o desempenho positivo do setor agrícola gaúcho.

Behrends, que também é membro da Coalizão Empresarial Brasileira - mecanismo de coordenação e participação do setor privado em negociações internacionais - defende que as empresas devem ficar atentas aos desdobramentos da Rodada de Doha. Com base na Tarifa Consolidada Brasileira, a Fiergs está fazendo simulações com os diversos coeficientes. Basta, para isso, a empresa interessada relacionar seus produtos (com as respectivas NCM's - SH 2002) e remeter à Fiergs para avaliar os riscos e oportunidades que possam surgir do acordo. De posse dessa simulação, a empresa terá condições de revisar seus custos e nível de produtividade, comparando seus preços com os concorrentes de outros países. "A concorrência será cada vez mais acirrada, e quase todos terão que rever seus custos para serem mais competitivos", assinalou Frederico Behrends.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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