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CIC apela para Câmara Federal e Senado pelo fim da CPMF

Gerais

Publicado em 30/08/2007

O presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), João Francisco Müller, solicitou a todos os deputados federais e senadores que rejeitem a proposta de prorrogação da CPMF. De acordo com Müller, a CIC se une ao movimento das entidades empresariais do País que exige o fim do imposto no final deste ano. "A carga tributária nacional já ultrapassou há muito os limites da capacidade de pagamento do contribuinte, que não recebe, na mesma proporção, serviços de qualidade, principalmente em educação, saúde e segurança pública. Por esta razão, os brasileiros não aceitam mais o aumento de impostos e quer que seus representantes políticos demonstrem coerência, rejeitando a prorrogação de uma contribuição criada para ser provisória", afirmou o presidente da CIC.

Em resposta ao apelo que fez, a CIC recebeu várias mensagens. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) enfatizou que fechou questão no sentido de votar contrariamente à prorrogação da CPMF. O senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) também disse estar atento ao assunto e o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) afirmou: "Podem contar com meu voto e também com minha luta para que o PSDB vote da mesma forma". Já o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) disse que não só votará contra a prorrogação do CPMF como lutará pelo fim desse imposto.

Em outra mensagem, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) declarou que a CPMF não é contribuição, é um imposto e já não é mais provisório, "na medida em que se perpetua, como é da má prática política legislativa e tributária do País". Segundo ele, a CPMF merece repúdio e seu voto será não, "quando houver essa oportunidade", acrescentou. O deputado André de Paula (DEM-PE) também revelou que votará contra a prorrogação quando a Proposta de Emenda à Constituição for apreciada pelo Plenário da Câmara dos Deputados. "É mais que oportuna a ampla mobilização da sociedade no sentido de impedir a aprovação da CPMF", frisou o parlamentar. O deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES) também anunciou que decidiu votar contra a manutenção da contribuição.

O senador Paulo Paim (PT-RS) disse que, hoje, discorda do percentual, que considera muito alto. "Acredito na redução drástica desse percentual, mas reconheço que a CPMF tornou-se um instrumento importante de combate à corrupção. É esse o debate que temos que aprofundar. Entendo ainda que deveria haver uma participação para os estados e municípios", avaliou Paim em resposta à CIC.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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