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Desembargadora avalia mercado de trabalho feminino

Gerais

Publicado em 27/03/2007

Ao palestrar na reunião-almoço da CIC nesta segunda-feira (26), a desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul Maria Berenice Dias fez um apanhado histórico e sociológico do papel da mulher na sociedade brasileira, antes e depois de seu acesso ao mercado de trabalho. Segundo ela, a mulher passou a ocupar alguns espaços de poder, mas não na proporção da população a que corresponde. “A mulher ainda não conseguiu alcançar as mesmas condições de trabalho do homem”, afirmou. A reunião-almoço com a desembargadora integrou as comemorações dos 10 anos do Banco da Mulher em Caxias do Sul.

Filha e neta de desembargadores, Maria Berenice foi a primeira mulher a ingressar na magistratura do Estado e a primeira desembargadora do Rio Grande do Sul. Foi fundadora e hoje é vice-presidente nacional do instituto Brasileiro de Direito de Família. Na CIC ela falou sobre o tema "Novos Espaços no Mercado de Trabalho”.

Para Maria Berenice, o homem não é o paradigma para a mulher. Nos últimos 30 anos a mulher passou a dividir a responsabilidade de prover o sustento da família, mas, em contrapartida, o homem não se sente compromissado com o trabalho doméstico. “Temos nossas próprias necessidades e peculiaridades”, destacou.

Questionada sobre a participação feminina na política, Maria Berenice disse que as mulheres formam mais da metade do eleitorado brasileiro, mas sua representação em cargos eletivos ainda é insignificante. A explicação, segundo ela, está no fato de que mulher não vota em mulher.
Como integrante do Comitê Estadual de Combate à Violência, Maria Berenice criou o serviço Disque-Violência. Em fevereiro deste ano passou a integrar o Comitê Interinstitucional de Prevenção da Violência do governo do Estado, representando a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris). Para a desembargadora, a violência doméstica é a maior chaga da sociedade brasileira.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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