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17/04/2017 | REUNIÃO-ALMOÇO

Especialidade médica evidencia cuidados durante viagens

Infectologista Lessandra Michelin palestrou na reunião-almoço da CIC nesta segunda-feira (17) - Foto: Julio Soares/Objetiva
Infectologista Lessandra Michelin palestrou na reunião-almoço da CIC nesta segunda-feira (17) - Foto: Julio Soares/Objetiva

A infectologista Lessandra Michelin, que palestrou na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta segunda-feira (17), evidenciou a importância da orientação e os cuidados que se deve adotar antes de uma viagem, especialmente ao exterior. A chamada Medicina de Viagem, uma especialidade ainda recente no campo médico, atua na prevenção de doenças infecciosas e se destina a preparar o viajante com recomendações como vacinação, montagem do kit de medicamentos e riscos com alimentos e água. Planejar as vacinas necessárias e prevenir doenças que podem ser contraídas nos percursos ou nos locais visitados é o foco da especialidade. Lessandra é professora de Infectologia da Universidade de Caxias do Sul (UCS), presidente do Comitê de Imunizações da Sociedade Brasileira de Infectologia e membro do Comitê de Medicina de Viagem da Sociedade Brasileira de Imunizações. 

A primeira recomendação de Lessandra para quem viaja é ter um seguro de viagem, além de conhecer quais coberturas o serviço oferece. “Ele é fundamental, porque se algo der errado, o turista poderá buscar esse auxílio”, destacou a médica. Em segundo, acrescentou, é preciso levar os medicamentos de rotina na quantidade certa para o período que durar a viagem. Não menos importante, de acordo com ela, é montar um kit de primeiros socorros e levar medicamentos para sintomas como febre, dor de cabeça, dor muscular ou enjoos. 

Em relação às vacinas, a infectologista sugere que o viajante se informe com antecedência sobre quais são as imunizações recomendadas de acordo com a situação e o tipo de risco a que vai se expor. Dependendo do programa sanitário local ou país, algumas vacinas são obrigatórias, como por exemplo contra a febre amarela e a meningocócica A, que é exigida na Arábia Saudita. Outras são recomendadas dependendo do risco epidemiológico ou ambiental do destino, como as chamadas vacinas diarreia do viajante, encefalite japonesa, febre tifoide, influenza, raiva, tríplice viral, poliomielite e até mesmo a da febre amarela.   

Sobre o surto de febre amarela no Brasil em 2017, a médica relatou que já são 202 mortes confirmadas em pessoas e 1.100 mortes confirmadas em macacos. Os locais com incidência da doença infecciosa são Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro e Pará. Para viagens dentro do País, o recomendado é se vacinar 10 dias antes, tempo necessário para gerar resposta imunológica. Já os viajantes internacionais devem seguir recomendações do Regulamento Sanitário Internacional.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC - Jornalista Marta Guerra Sfreddo (MTb6267)

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