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06/04/2017 | ARTIGO

A importância da participação das empresas em feiras e exposições internacionais

Ana Brancher dá dicas de promoção comercial em feiras no exterior - Foto: Divulgação
Ana Brancher dá dicas de promoção comercial em feiras no exterior - Foto: Divulgação

                                                                                                                                Ana Brancher
                                                                               Diretora de Negócios Internacionais da CIC

Uma das mais eficientes formas de promoção comercial que uma empresa pode utilizar ao adentrar no mercado internacional é a participação em feiras internacionais. Com preparação técnica e qualidade, é possível tornar conhecida sua produção e vendê-la com preço compensador. Afinal, o principal objetivo de uma empresa ao iniciar-se na atividade exportadora é a promoção comercial de seus produtos de forma ampla aos seus potenciais consumidores externos.

Em termos comerciais e práticos, as feiras proporcionam condições de negociação imediata dos produtos e serviços expostos e a possibilidade de criar um intercâmbio comercial permanente. Através das feiras, um país pode mostrar ao mundo, em termos políticos e de imagem, o grau, a variedade e as características de sua produção agrícola, industrial, etc, e ainda demonstrar o desenvolvimento de sua estrutura econômica e financeira na exposição de bens de consumo e de capital.

Constituem também ótima oportunidade de aproveitamento da relação custo/benefício, se a empresa planejar criteriosamente sua participação no mercado pretendido. Por isso, é necessário realizar levantamento minucioso das variáveis que podem conduzir a uma tomada de decisão adequada. Dentre estas variáveis, podemos citar a concentração de potenciais compradores; a avaliação das reações do público aos produtos expostos; o interesse dos compradores e uma visão mais clara da competição e da adequação do produto às atuais necessidades dos clientes globais.

A pesquisa de mercado-alvo é fundamental para obter-se êxito na participação nestas feiras, que depende do objetivo traçado no planejamento internacional, que, por sua vez, se ancora em duas áreas: comercial (imediata) e promocional (médio e longo prazos). A escolha adequada da feira é essencial; os negócios altamente competitivos levam muitos organizadores a atrair os expositores com facilidades ou incentivos financeiros. A escolha de critérios, pautados exclusivamente na obtenção de resultados comerciais, requer uma reavaliação até mesmo na tomada de decisão de participação futura na mostra. O expositor terá maior chance de sucesso se procurar obter de antemão informações julgadas relevantes sobre a feira, como por exemplo o volume de negócios gerados em companhias expositoras de porte similar ou levantamento de falhas concorrenciais, a fim de estabelecer um cenário comparativo entre possíveis vantagens da participação em relação aos objetivos traçados pela empresa.

Controlar o pré, o durante e o pós-feira é de essencial importância, em função dos vários contatos ali estabelecidos e todos os custos envolvidos. A compilação das informações sobre as tendências do mercado mundial, a interpretação dos dados obtidos sobre a presença da concorrência e sobre atuais e potenciais compradores é de grande importância para validar o investimento que a empresa faz ao atuar no mercado externo.

Conhecer as técnicas, formas de participação e como validar os dados é essencial para nossas empresas, então convidamos a todos para que participem neste próximo dia 12 de abril do nosso “Comércio Exterior em Pauta”, cujo tema é “Feiras internacionais como ferramenta de negócios”, ministrado pela consultora, organizadora e professora universitária Líbia Lender Macedo. Nos momentos de crise do mercado interno, a exportação é uma boa saída para manter o negócio e ampliá-lo. Porém, é preciso investir de forma ininterrupta em produtos inovadores e saber utilizar as técnicas corretas para divulgá-los com um bom retorno.

Fica então fica o nosso convite a esta troca de ideias e aprimoramento de conhecimento nesta área. Sucesso e bons negócios!

Fonte: Ana Brancher, diretora de Negócios Internacionais da CIC

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