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14/12/2016 | ARTIGO

O trabalho da CIC para o desenvolvimento da classe empresarial

Vania Heredia - Foto: Julio Soares/Objetiva
Vania Heredia - Foto: Julio Soares/Objetiva

A contribuição econômica do empresariado na Região Colonial Italiana no RS está expressa no desenvolvimento que a mesma teve ao longo de sua história. Essa contribuição está comprovada pela forma de como os empresários se organizaram e reivindicaram condições de trabalho, que refletiam seus valores, crenças, convicções e sua cultura. Se seguirmos a linha histórica que marcou a vida dessa Câmara, reconheceremos que em cada período os empresários souberam administrar seus interesses e os interesses da cidade, estimulando que os órgãos públicos investissem na infraestrutura da comunidade com objetivo de promover seu desenvolvimento e consequentemente seus negócios. 

A capacidade do empreendedor se revelou na produção fabril e na produção industrial. Entretanto, essa história começa bem antes com a vinda de imigrantes que aqui chegaram, trabalharam a terra, transformaram esses espaços, identificaram suas demandas e possibilidades. 

O Comércio que deu origem à Associação dos Comerciantes em 1901 avançou no tempo, acompanhando as principais mudanças que se impuseram no processo. A produção agrícola ocorreu em torno de diversas culturas e, a cultura predominante na época, deu a cidade o título da “metrópole do vinho”. Mais tarde o perfil da produção agrícola e artesanal realizada por modelos tradicionais se modernizou e a cidade se tornou centro da indústria com características, bastante dinâmicas, tornando-se polo industrial do estado. 

Dos anos 70 aos anos 90 a indústria se consolidou e participou do mercado nacional e internacional, fazendo com que a CIC nos anos 90 incluísse na sua estrutura os serviços, sinais dos tempos e da proposta de globalização. 

Os 115 anos da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul é uma demonstração do que fizeram seus protagonistas e da visão que tinham do processo de transformação. Seja na agricultura, no comércio, na indústria e nos serviços, podemos dizer que foram exitosos já que os resultados dessa caminhada mostram o que construíram. Parafraseando o pensamento do presidente da CIC em 2002 quando afirma: A Câmara permanece como “uma árvore de raízes profundas; firme nos seus ideais de agregar em torno de si aqueles que movimentam a engrenagem da economia, mantendo unidos a indústria, o comércio e os serviços.”

Podemos dizer que em cada período que essa entidade colaborou para o desenvolvimento do estado e do país se destacou pelos seus feitos. Na fase colonial como a “Pérola das Colônias”, na fase comercial como a “Metrópole do Vinho”, na fase industrial como destaque no estado por ser “área metalmecânica” e nos serviços e terceiros como “polo de desenvolvimento” chegando a se destacar como “Capital da Cultura”.

Finalizando, confirma-se que a união dos empresários em torno dessa Câmara que completou seus 115 anos de existência, tem acompanhado desde a sua criação os desafios que o dinamismo da sociedade contemporânea impôs e tem respondido a eles com iniciativas que atendam aos interesses econômicos daqueles que acreditam nessa união.

Fonte: Vania Heredia, historiadora e professora da Universidade de Caxias do Sul (UCS)

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